08-01-2024 - Sem-abrigo que queria suicídio assistido escreve livro após escolher a vida

Tyler Dunlop (Foto: Reprodução/Life News
No início deste ano, Tyler Dunlop ganhou atenção internacional por motivos tristes. Conhecido como o ‘Homem sem-abrigo e sem esperança de Orillia’, ele buscava a eutanásia. No entanto, agora Tyler procura impactar por razões positivas com o lançamento de “Therefore Choose Life—My Journey from Hopelessness to Hope” (Logo Escolhi a Vida – A Minha Jornada do Desespero à Esperança).
Nesse sentido, numa entrevista em dezembro de 2023, Tyler contou que vivia num profundo desespero, sendo sem-abrigo desde 2010. Com frio, fome e insónia, considerou recorrer à assistência médica para morrer (MAID). A elegibilidade para o suicídio assistido estava prevista incluindo doenças mentais em março de 2023, mas o governo adiou para março de 2024.
Dunlop não seguiu adiante com o suicídio assistido. A sua história chegou a Tim den Bok, autor de Collingwood, Ont., que há anos ajuda pessoas sem-abrigo. A sua filha Leah é fotógrafa e dirige um projeto chamado Humanizing The Homeless (Humanizando os Sem-Abrigo). Após a sua colaboração, nasceu o livro. A outra presença curativa na vida de Dunlop é Barbara Fichette. Em novembro de 2022, ela conheceu Dunlop num parque de Toronto enquanto levava o seu cachorro para passear. Ele estava bêbado e mancando. Foi Fichette quem ajudou Dunlop a ficar limpo e a mudar-se para Orillia, e ela escreveu a introdução do livro. Hoje em dia, Dunlop refere-se a Fichette como sua mãe.
“Esta é a história mais triste que já ouvi na minha vida, e entrevistei provavelmente centenas de pessoas sem-abrigo. Esta realmente tocou-me”, disse den Bok. Den Bok entrou em contato com a Dunlop. Desde então, os dois tornaram-se amigos e juntos escreveram o livro ireferido acima.
“Não foi muito difícil, em parte porque Tyler era um escritor muito bom”, disse den Bok.
“Venho de um ambiente problemático, uma casa disfuncional. Cresci as margens da sociedade e, anos atrás, toquei em uma banda de rock por muitos anos. Desde 2007, comecei a me auto medicar para uma doença mental diagnosticada, levando à experiência de ficar sem-abrigo, viajando pelo Canadá e abordando as condições sociais atuais”, diz Tyler.
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