28-12-2023 - Päivi Räsänen é inocentada de acusação de “discurso de ódio” por citar versículos bíblicos
Päivi Räsänen e seu advogado Paul Coleman, da ADF International. (Foto: ADF Internacional).
A parlamentar cristã enfrentava o segundo julgamento numa batalha judicial de quatro anos, por defender o ensinamento bíblico sobre sexualidade publicamente.
A política cristã Päivi Räsänen foi inocentada das acusações de “discurso de ódio” por citar versículos bíblicos, numa decisão unânime dos três juízes do Tribunal de Recurso de Helsínquia, na Finlândia.
“Estou profundamente aliviada. O tribunal aprovou e manteve totalmente a decisão do Tribunal Distrital, que reconheceu o direito de todos à liberdade de expressão”, disse Räsänen em comunicado, conforme a CBN News.
E acrescentou: “Não é crime twittar um versículo bíblico ou participar de um discurso público numa perspectiva cristã”.
No passado dia 14 de novembro, Räsänen falou numa conferência de imprensa no Tribunal de Recurso deHelsínquia, após saber do veredito.
“Sou grata a Deus, ao meu advogado e a todos os meus apoiantes. É um privilégio defender a liberdade de expressão. Agradeço a decisão do tribunal e estou orgulhosa do meu país”, segundo citações compartilhadas pela repórter finlandesa Karoliina Rauhio-Pokka ao Evangelical Focus.
Päivi enfrentava o segundo julgamento numa batalha judicial de quatro anos. A ex-líder do Partido Democrata Cristão da Finlândia já tinha sido absolvida pelo Tribunal Distrital de Helsínquia em 2022.
Porém, o promotor pediu que o seu caso fosse reaberto e apelou do veredito de inocência em abril do ano passado.
Relembre o caso
Em 2019, a política cristã foi acusada de discurso de ódio e processada por defender o ensinamento bíblico sobre sexualidade publicamente em três momentos: num tweet, num panfleto cristão em 2004 e numa entrevista de rádio em 2019.
Paivi foi investigada pela polícia por um livreto intitulado “Homem e mulher, Ele criou-os”, publicado por ela 15 anos antes, e comentários feitos num programa de rádio.
Ela também enfrentou acusações criminais por um tweet, onde criticou a liderança da Igreja Luterana Finlandesa por apoiar o mês do orgulho LGBT.
Ameaça à liberdade de expressão
O diretor executivo da ADF International (que defendeu a cristã no caso), Paul Coleman, expressou a sua preocupação com a liberdade de expressão e com a ameaça de censura na Europa.
"Quando uma parlamentar finlandesa de longa data e respeitada é julgada duas vezes por falar das suas crenças profundamente arraigadas num tweet há quatro anos, sabemos que o respeito pela liberdade de expressão na Europa atingiu um novo nível", ressaltou Coleman.
- in Faith Wire
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