02-12-2023 - J.K. Rowling diz que prefere ser presa do que usar pronome neutro

J.K. Rowling (Foto: Joel C Ryan/AP
J.K. Rowling, autora do livro de sucesso Harry Potter, afirmou que ela preferiria cumprir pena na prisão se um governo futuro do Partido Trabalhista do Reinio Unido tornasse crime de ódio chamar deliberadamente alguém pelos pronomes errados. Rowling pronunciou-se após o jornal The Mail on Sunday revelar os planos do Partido Trabalhista de impor penas mais rígidas para abusos direcionados a pessoas transgéneros.
Nesse sentido, usar deliberadamente pronomes incorretos já é considerado um crime de ódio se for motivado por hostilidade à identidade transgénero da vítima. No entanto, a política do Partido Trabalhista resultaria em penalidades mais severas para os infratores. Se isso se tornar uma “ofensa agravada”, semelhante a ataques de ódio racial, poderia resultar em uma pena de prisão de até dois anos.
Sendo assim, críticos temem que essa medida possa levar a processos contra ativistas que se recusam a usar os pronomes preferidos de uma pessoa transgénero. J.K. Rowling entrou na polémica ao postar a palavra “NÃO” acima de uma imagem com o slogan “mulheres trans são mulheres” nas redes sociais. Ela respondeu quando um utilizador afirmou que isso poderia significar dois anos na prisão.
“Ficarei feliz em passar dois anos na prisão se a alternativa for discurso compulsório e a negação forçada da realidade e importância do sexo. Que venha o julgamento, digo eu. Será mais divertido do que alguma vez tive em tapete vermelho”, escreveu ela.
Além disso, a escritora brincou com seus seguidores sobre como seria a vida atrás das grades, mencionando que seria boa na biblioteca e na cozinha, mas que lavandaria poderia ser um problema. A deputada do Partido Trabalhista, Rosie Duffield, que enfrentou ataques semelhantes por se opor à ideologia de género, respondeu a Rowling: “Ver-no-emos lá”.
Esta polémica ocorre apenas dias após Rowling criticar uma deputada sénior do Partido Trabalhista pela sua posição em relação aos direitos trans. Ela destacou uma declaração anterior da ministra-sombra Lisa Nandy, na qual Nandy afirmou que violadores que se identificam como mulheres deveriam ser autorizados a entrar em prisões femininas.




