05-11-2023 - Médico do exército, judeu, torna-se evangelista, após crer no Senhor Jesus Cristo através de paciente
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Peter Colon, que interpreta o papel de Max no filme. (Foto: Reprodução/Rossvally The Movie)
O primeiro contacto com o Evangelho de um cirurgião do exército, judeu, foi através da coragem de um soldado gravemente ferido na Batalha de Gettysburg, durante a Guerra Civil Americana que durou de 1861 a 1865.
O Dr. Max Rossvally foi forçado a amputar uma perna e um braço do jovem, na tentativa de salvar a sua vida.
“Durante a Guerra Civil Americana, fui cirurgião do Exército. Após a batalha de Gettysburg, centenas de soldados feridos necessitaram de atenção médica imediata. Muitos ficaram tão gravemente feridos que precisaram amputar alguns membros”, disse o doutor, segundo seu site biográfico.
Charlie Coulson, de 17 anos, estava no serviço militar havia três meses. Antes de ter a perna amputada, os médicos tentaram dar-lhe clorofórmio, porém, o jovem escolheu confiar no Senhor Jesus Cristo.
O médico, que era major do exército e judeu ortodoxo, ficou surpreso com a coragem do rapaz, que também declarou a sua fé em Cristo e implorou ao doutor que depositasse a sua confiança no Salvador, que é o Messias judeu.
“Ele disse: ‘Doutor, numa tarde de domingo na Escola Dominical, quando eu tinha nove anos e meio, eu aceitei o Senhor Senhor Jesus Cristo como meu Salvador. Aprendi a confiar n'Ele naquela época, sei que posso confiar n'Ele agora. Ele é a minha força. Ele apoiar-me-á enquanto o senhor corta o meu braço e a minha perna’", relembrou Max.
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Dr. Max Rossvally. (Foto: Reprodução/Rossvally The Movie)
O doutor perguntou se Charlie gostaria de tomar um pouco de conhaque, como uma forma de aliviar a dor, mas o jovem respondeu:
“Doutor, quando eu tinha cerca de cinco anos de idade, a minha mãe ajoelhou-se ao meu lado com os braços em volta do meu pescoço e disse: ‘Charlie, agora estou orando ao Senhor Jesus para que nunca conheças o sabor de uma bebida alcoólica. O teu pai morreu bêbado e pedi a Deus que o usasse para alertar os jovens contra os perigos da bebida'”.
E continuou: “Agora tenho 17 anos e nunca tomei nada mais forte do que chá ou café. Provavelmente morrerei e irei para a presença do meu Deus. O doutor enviar-me-ia para lá, cheirando a conhaque?”.
A semente do Evangelho
Naquela época, Max odiava Jesus, mas respeitava a lealdade daquele menino ao seu Salvador. Quando viu como ele amava e confiava no Senhor, ele confessou que algo tocou o seu coração.
Enquanto estava tendo os seus membros cortados, Charlie disse: “Bendito Senhor, fica comigo agora”. Dias depois, ele recebeu a visita de Cristãos que leram a Bíblia e cantaram louvores com ele.
Toda essa experiência no meio da dor mexeu com Max, que não conseguia entender de onde vinha tamanho contentamento. Alguns dias depois, antes de morrer, Charlie pediu que o chamasse.
“Ele disse: ‘Eu sei que o doutor é judeu e que não acredita em Jesus, mas quero que fique comigo e me veja morrer confiando no meu Salvador até ao último momento da minha vida’. Tentei ficar, mas não consegui. Não tive coragem de ficar parado e ver um verdadeiro Cristão morrer, regozijando-se no amor de Jesus, a quem fui ensinado a negar”, relembrou Max.
Ele estava determinado que nenhuma conversa sobre Jesus o iria influenciar, mas Charlie continuou: “Doutor, eu amo-o porque é judeu. O melhor amigo que encontrei neste mundo também era judeu. Jesus, o Cristo, e quero apresentá-lo a Ele antes de morrer. Enquanto me operava, orei e pedi ao Senhor que o doutror fosse salvo”.
“As suas palavras perfuraram profundamente meu coração. Eu não conseguia entender como, quando eu estava a causar-lhe a dor mais intensa, ele conseguia esquecer tudo e pensar apenas no seu Salvador e na minha necessidade espiritual. Lembrei-me de ter pensado com que alegria eu teria dado tudo o que possuo, se pudesse ter sentido por Jesus o que ele sentia”, disse Max.
Encontro com o Senhor Jesus Crisro
Com a continuação da guerra e as companhias mundanas dos oficiais, gradualmente Max esqueceu-se do testemunho de Charlie. Até que anos depois, ele rendeu a sua vida ao Senhor.
“Aceitei o Senhor Jesus Cristo como meu Salvador e Messias pessoal. Teve um custo alto. A minha família, os meus sogros e a minha querida mãe rejeitaram-me”, contou ele.
Dezoito meses após a sua conversão, ele foi a uma igreja no Brooklyn onde os Cristãos estavam a testemunhar a bondade de Deus. Depois de vários relatos, uma idosa que tinha problemas no pulmão levantou-se e disse:
“Queridos amigos, esta pode ser a última vez que terei a oportunidade de testemunhar publicamente o quão bom o Senhor tem sido para mim. O que resta de mim pertence a Jesus. É uma grande alegria saber que em breve encontrarei o meu filho no Céu. O meu filho não era apenas um soldado do seu país, mas também um soldado de Cristo. Ele foi ferido na batalha de Gettysburg e foi cuidado por um médico judeu, que amputou o seu braço e a sua perna. O capelão do regimento escreveu-me uma carta e enviou-me a Bíblia do meu filho”.
No mesmo instante, Max lembrou-se de Charlie e correu até à mulher: “Peguei na sua mão e disse: ‘Deus a abençoe, minha querida irmã. A oração do seu filho foi ouvida e respondida. Eu sou o médico judeu pelo qual o seu Charlie orou, e o seu Salvador agora é o meu Salvador”, testemunhou ele.
Max tornou-se num evangelista mundial. A sua esposa, filha e filho também se converteram ao Senhor Jesus Cristo. Ele fundou uma associação cristã hebraica em Nova York e morreu em 1892, com 64 anos de didade.
Atualmente, a sua história está narrada num DVD projetado como uma ferramenta para evangelismo, educação e edificação. Peter Colon faz parte desse projeto e interpreta o doutor na trama.
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