22-10-2023 - Mãe com cancro recusa abortar para receber tratamento: "Vai contra a vontade de Deus”
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Tasha Kann e a sua filha Gracey. (Foto: Facebook/Tasha Kann)
Uma mãe grávida de 20 semanas foi aconselhada a fazer um aborto depois de ter sido diagnosticada com cancro no cérebro enquanto esperava a sua filha.
Tasha Kann, de Michigan, Estados Unidos, estava grávida quando foi diagnosticada com astrocitoma anaplásico grau III, um tumor maligno raro e agressivo, em 2022.
“Fiquei um pouco assustada, mas nunca perdi as esperanças. Eu sabia que tinha que ser forte pelo meu bebé", disse ela.
Os médicos incentivaram-na a interromper a gravidez para, então, receber tratamento. Segundo eles, ela não poderia ser submetida aos procedimentos enquanto estivesse grávida.
“Abortar o meu bebé nunca foi uma opção para mim porque vai contra a vontade de Deus”, declarou ela.
“Tive muitas conversas profundas com o Senhor naquela semana no hospital e sabia que se eu me apegasse a Ele e às Suas promessas, Ele manteria o meu bebé seguro”, acrescentou ela.
Durante a gravidez
No dia 13 de setembro, Tasha participou do programa de TV americano "Fox & Friends", da Fox News, e contou como procedeu a situação.
“No final de contas, o meu bebé não teve nada a ver com o cancro, então matá-la não me iria salvar”, disse ela.
O marido de Tasha, afirmou que sabia que a sua filha ficaria bem: “Eu sabia que quando ela [sua esposa] tomou essa decisão, ela estava determinada. Então, eu sabia que tudo ficaria bem”.
Ele pesquisou alternativas para ajudar a esposa a combater o cancro durante a gestação, incluindo seguir uma dieta, fazer exercícios e tomar suplementos.
Em outubro de 2022, ela deu à luz uma menina chamada Gracey, que nasceu muito saudável. O casal também tem um filho de dois anos chamado Deklan.
“Ela era o meu bebé e eu sabia que mantê-la viva significava que Deus cuidaria de mim”, disse ela.
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Tasha e o seu esposo. (Foto: Facebook/Tasha Kann)
Estado de saúde atual
Quase um ano depois, os médicos atualizaram o seu diagnóstico quando descobriram que o cancro se espalhou. De acordo com eles, Tasha tem menos de um ano de vida.
No entanto, passado mais de um ano após deste diagnóstico, ela continua a desafiar as previsões dos especialistas: “Os médicos disseram-me que eu tinha apenas 12 meses de vida, mas superei isso em junho deste ano”.
O cancro de Tasha agora é classificado como “Gliomatose Cerebri”, que é um tumor altamente agressivo que afeta o sistema nervoso central e os lobos do cérebro.
Ela e o marido estão a fazer imunoterapia alternativa em um centro integrativo de tratamento de cancro em Houston, no Texas.
Enquanto isso, Tasha mantém a sua decisão de não receber quimioterapia ou radioterapia (procedimentos médicos sugeridos no tratamento do cancro).
“O oncologista de Michigan disse-me que não tinha mais nada que pudesse realmenteme ajudar”, disse ela.
Tasha tem um aparelho no peito, por onde administra os tratamentos de imunoterapia em casa. Ela precisa de infusões de 12 minutos a cada quatro horas.
Fé em Deus
Embora Tasha ainda esteja a lutar contra o cancro, ela disse que valeu a pena ter a sua filha.
“Ela é um milagre de Deus estar aqui”, testemunhou a mãe.
Atualmente, ela contou que está “a caminhar pela fé”, concentrando-se na criação dos seus dois filhos pequenos: “Sou grata por o meu pai me ter ensinado a colocar toda a minha confiança no Senhor”.
“Vou continuar a orar, a agradecer e a adorar enquanto viver, especialmente quando os médicos disseram que eu não deveria fazê-lo. Vou continuar a provar que eles estão errados”, concluiu ela.
- in Fox News
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