27-06-15 - "Casamento" gay legalizado nos EUA

Nenhum estado pode impedir o "casamento" gay.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos decretou que a Constituição dá direito aos casais do mesmo sexo de consumar o matrimónio. Isto significa que nenhum estado pode proibir o "casamento" homossexual.
O "casamento" gay tornou-se, esta sexta-feira, possível nos 50 Estados daquele país.
O Supremo Tribunal considerou que a Constituição dos Estados Unidos exige que todos os estados reconheçam e formalizem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A decisão foi recebida com manifestações de júbilo por ativistas dos direitos dos homossexuais que se concentraram junto ao edifício do Supremo.
Barack Obama, o primeiro presidente a apoiar o casamento entre casais do mesmo sexo, já manifestou a sua satisfação. "O dia de hoje é um marco na nossa marcha para a igualdade", disse o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao saudar a decisão. "Os casais constituídos por pessoas do mesmo sexo têm agora o direito de casar, como todos os outros", escreveu Obama no "Twitter`.
As contas da Casa Branca naquela rede social, e no "Facebook`, optaram por um fundo com as cores do arco-íris.
Em frente ao edifício do tribunal foram colocadas bandeiras do movimento de defesa dos direitos dos homossexuais em homenagem à decisão histórica.
Num acordo aprovado com cinco votos contra quatro, o mais importante tribunal do país decidiu que a Constituição obriga os estados a reconhecer e celebrar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Dois anos após decretar que o casamento não é direito exclusivo dos casais heterossexuais, o Supremo Tribunal norte-americano decidiu que os 14 estados dos EUA que se recusavam a unir duas pessoas do mesmo sexo devem não só aceitar o casamento, como reconhecer a união de fato celebrada em outro lugar.
"Nenhum tribunal pode reverter a lei da natureza", criticou de imediato a organização conservadora cristã Conselho de Pesquisa sobre a Família, que considera esta decisão "um abuso do poder", que causará "graves danos ao património cultural" dos Estados Unidos.
"Cinco juízes do Supremo anularam o voto de 50 milhões de americanos ao fazer com que a América se afaste de milénios de História e realidade da natureza humana", disse Tony Perkins, presidente da organização.
Entretanto, a candidata democrata à sucessão de Barack Obama, Hillary Clinton, disse ser um "orgulho comemorar esta vitória histórica pela igualdade ao direito ao casamento", num "tweet` onde também congratula a "coragem e determinação" da luta dos homossexuais.
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