13-04-2023 - Porque 25% dos “cristãos” que negam a ressurreição não são verdadeiros crentes

Túmulo vazio
Por Andrew Hamilton
Andrew Hamilton-Thomas responde a uma pesquisa recente que revelou que um quarto dos “Cristãos” professos pensa que a ressurreição de Jesus é um mito
De acordo com uma nova pesquisa, um quarto dos “Cristãos” não acredita na ressurreição. (E para aqueles que pensam que isso é um pormenor estatístico, uma pesquisa da BBC de 2017 produziu o mesmo resultado).
A pesquisa também descobriu que um em cada dez britânicos considera os ovos de Páscoa mais importantes do que a ressurreição, no que concerne à Páscoa. E apenas 36 por cento dos participantes Cristãos acreditam que a Bíblia é totalmente precisa quando se trata da história da Páscoa.
Enquanto isso, a pesquisa anterior revelou:
- 17% da população em geral acredita na Bíblia palavra por palavra.
- 31% dos cristãos acreditam na Bíblia palavra por palavra, subindo para 57% entre os Cristãos “ativos” (aqueles que vão a um culto pelo menos uma vez por mês).
- Metade de todas as pessoas abrangidas pela pesquisa não acredita na ressurreição.
- 46% das pessoas dizem acreditar em alguma forma de vida após a morte e 46% não.
- 20% das pessoas não religiosas dizem acreditar em alguma forma de vida após a morte.
- 9% das pessoas não religiosas acreditam na ressurreição, 1% das que dizem acreditam nela literalmente.
É possível não crer na ressurreição e ainda assim ser Cristão?
A resposta curta é NÃO. A morte e ressurreição de Cristo ao terceiro dia constituem o cerne da fé de um crente.
Em João 11:25, o Senhor Jesus Cristo diz a Marta que eEe é a ressurreição e a vida, e que todo aquele que n’Ele crê viverá mesmo depois de morto. O Senhor profetizou constantemente a Sua morte aos Seus doze discípulos e até mesmo enigmaticamente aos fariseus (João 2:18-22). A morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo foram indubitavelmente profetizadas nas Escrituras já em Génesis 3:15.
Aqueles que dizem ser “Cristãos”, mas não têm uma fé verdadeira, não são novidade. Paulo aborda essa questão em 1 Coríntios 15, onde escreve: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como dizem alguns de entre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou; e, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”.
Ele continua dizendo: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”. Por outras palavras, alguém assim não é diferente de um incrédulo.
E eis o problema com este tipo de pesquisas: são completamente incertas porque não conseguem distinguir com precisão entre “Cristãos” nominais e Cristãos genuínos, agrupando-os todos conjuntamente no mesmo saco.
Mateus 25:31 diz-nos que é somente o próprio Cristo que é capaz de separar as ovelhas (crentes) dos bodes (descrentes), porque só ele sabe todas as coisas, e alguns que que se dizem crentes agora, revelar-se-ão descrentes mais tarde, ... e alguns que neste momento são descrentes acabarão por se tornar crentes.
Se dizemos que somos Cristãos, temos que acreditar que toda a Escritura, incluindo o Evangelho, é inspirada por Deus (2 Timóteo 3:16), pois andamos por fé e não por vista (2 Coríntios 5:7). No final das contas, se dizemos que somos Cristãos, mas não acreditamos na ressurreição do Senhor Jesus Cristo, a única pessoa que estamos a enganar é a nós mesmos.
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