27-02-2023 - ‘“Arrependam-se!”, dizem bispos africanos à Igreja da Inglaterra após bênção gay
Bispos anglicanos africanos (Foto NIC BOTHMA / POLL/EPA)
Líderes africanos de igrejas anglicanas não compactuam com a decisão da Igreja no Reino Unido, que contradiz a Palavra de Deus.
Pastores anglicanos conservadores em África estão a contestar a decisão da Igreja da Inglaterra de permitir que o clero abençoe os casamentos de casais do mesmo sexo, alertando que a medida coloca a Comunhão Anglicana mundial em risco de divisão.
A votação do Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra em 9 de fevereiro, permitiu orações e liturgias em casamentos civis LGBTQ. A Igreja inglesa juntou-se à Igreja Episcopal da América, à Igreja Anglicana do Canadá, à Igreja do País de Gales, à Igreja Episcopal Escocesa, à Igreja Episcopal do Brasil e a algumas outras congregações que concordam com o reconhecimento de todos os casamentos civis.
A igreja não mudou a sua doutrina de que o casamento é uma união vitalícia entre um homem e uma mulher, mas os pastores de Uganda, Quénia e Nigéria estão a rejeitar a decisão de abençoar as uniões contrárias ao ensino da Bíblia.
Mais de 35 milhões de líderes anglicanos uniram-se contra a decisão da Igreja da Inglaterra nos seus sites diocesanos.
“A Igreja da Inglaterra é muito boa em fazer declarações contraditórias e esperar que todos acreditem que ambas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Foi o que fizeram com esta decisão”, explicou o bispo Stephen Samuel Kaziimba Mugalu, de Uganda, na sua declaração.
“Agora ela afastou-se da Bíblia e a sua mensagem é o oposto. Eles estão até a oferecer-se para abençoar esse pecado. Deus não abençoa o que Ele chama de pecado. Isso está errado”, disse o bispo ainda se referindo à Igreja da Inglaterra.
Divisão na comunhão Anglicana
Depois que a Igreja Episcopal na América apoiou a posse do bispo Gene Robinson, um homem que se declarou gay, como líder de New Hampshire, a província da Uganda rompeu a comunhão com a igreja americana.
“Não há como caminharmos juntos. Estas são as províncias que se afastaram, mas oramos para que se arrependam”, afirmou Stephen, pastor.
O Jackson Ole Sapit, pastor na Igreja no Quénia, atribuiu a mudança de posicionamento da igreja como “infeliz crescimento da eclesiástica liberal desonesta dentro da Comunhão Anglicana”.
E acrescentou dizendo: “Fazemos um humilde pedido a essas igrejas: Acordem! Fortaleçam o pouco que resta, pois até o que resta está quase morto”.
Henry Chukwudum Ndukuba, pastor na Nigéria, declarou: “A Igreja Anglicana está no limiar de mais uma reforma, que deve varrer a liderança ímpia que atualmente endossa o pecado, enganando a vida dos fiéis anglicanos em todo o mundo”.
- in Religion News Service
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