09-02-2023 - ‘A Bíblia tem todas as respostas’, diz mulher que abandonou paganismo
Jo Hargreaves conta o seu testemunho de como Deus a trouxe de volta aos seus caminhos. (Foto: Site johargreavestherapy)
Quando criança, Jo Hargreaves frequentava a escola da Igreja da Inglaterra e a sua família ia aos cultos ocasionalmente na Páscoa e no Natal, o que a fez conhecer de algum modo Jesus, relata.
Com dois divórcios da sua mãe, ela conta que “crescemos como uma família monoparental sem muito dinheiro”.
Ela diz ainda que o segundo casamento da sua mãe foi com o pastor local, período em que conheceu uma versão do Cristianismo que a desconcertou.
“Entendo agora que ele provavelmente era um líder de igreja muito stressado com sete filhos e enteados, mas lembro-me de pensar na época: odeio tudo isto”, conta.
“Lembro-me de estar sentada na Catedral de Nottingham no final da adolescência, perguntando a Deus onde estava Ele. Eu era espiritualmente aberta, mas achava o Cristianismo um pouco chato. O budismo e o paganismo pareciam muito mais interessantes”, relata Jo.
Drogas e clubes noturnos
Na universidade, Jo contraiu febre glandular. A doença fez com que ela, que estava no segundo ano de Sociologia, precisasse de faltar a todas as aulas.
“Se eu tivesse ficado, faria um módulo chamado 'Magia, mistério e modernidade'. Como parte de nosso curso, fomos solicitados a construir um feitiço. Naquela época, eu teria dito: ‘Sim, sou pagã. Eu definitivamente estou pronta para fazer isso!’ [Então], quando voltei para repetir o ano, pedi para fazer o módulo novamente, mas eles já não o faziam por algum motivo. Agora, vejo a mão de Deus a impedir-me de ser arrastada ainda mais para aquele mundo e fundo.”
Jo diz que na época morava com alguns amigos: “Eles eram fantásticos, mas todos usavam drogas. Lembro-me de sentir uma narrativa constante de crise existencial, e interrogava-me: porque estou aqui? Engoli esses pensamentos com um copo de vodca e uma dose de coca”.
Naquela circunstância, Jo ouviu a voz de Deus a alertando sobre o caminho em que estava.
Eu estava no fim da linha.
“Uma noite, comprámos cocaína e fomos a um clube noturno. Eu tinha acabado de pegar numa dose de cocaína no fundo do WC quando soube que tinha que sair. Eu nem me despedi dos meus amigos e saí”, lembra.
Jo diz que quando estava a caminhar para casa, sentiu a voz de Deus, na sua cabeça, dizer-lhe : “Joanna, essa não é a vida que planeei para ti”.
No mesmo momento, Jo lembrou-se que a sua mãe lhe andava a enviar devocionais cristãos diários. A mãe dela havia se tornado cristã um ano antes, juntamente com o seu irmão, e certamen te orava por ela e as orações estavam a ser respondidas..
“Eu nunca os li”, diz Jo. “Eles estavam todos debaixo da minha cama. Fui para casa e resolvi lê-los, de capa a capa. Lembro-me de me ajoelhar e dizer: ‘Senhor, eu sei que és real’. Posso dizer honestamente, de coração, que a minha vida nunca mais foi a mesma”.
Deixando tudo para trás
Jo conta que a partir dali, encontrou num novo modo de vida, mas uma das coisas mais difíceis foi deixar o passado para trás.
“Uma noite, os meus colegas de casa estavam de saída para uma "grande" noitada e lembro-me de dizer: ‘Agora não quero nada disso’. Foi muito difícil. Pensei: não posso mais andar naquilo. Eu orei: Deus, eu realmente preciso me mudar para outro lugar”.
Enquanto ainda estava na universidade, Jo conheceu uma jovem chamada Libby. “Presumi que ela fosse famosa ou de família rica porque havia algo nela; percebo agora que ela estava cheia do Espírito Santo! Naquele mesmo dia, Libby telefonou-me e disse: ‘Vou me mudar para Manchester. Queres ficar com o meu quarto? Então fui morar com um grupo de raparigas cristãs maravilhosas, sendo amigas ainda hoje’”.
Servindo o Senhor
Foi quando Jo estava a escrever a sua dissertação final sobre divindades e deusas femininas que a sua vida espiritual se definiu, e ela abraçou se converteu verdadeiramente a Cristo, abraçando o genuíno Cristianismo.
“Quando me tornei cristã, senti uma convicção real de mudar, mas faltavam apenas seis semanas para o prazo final. Lembro-me de pensar: não há como escrever uma dissertação inteira em seis semanas. Mas comecei de novo e escrevi sobre os códigos de conduta para os Cristãos em relação à sexualidade. Obtive a melhor nota!”, conta.
No seu último ano na universidade, Jo começou a frequentar a igreja, onde se envolveu no trabalho com crianças e jovens.
“Acabei a trabalhar num instituto de jovens infratores dentro da equipa de capelania. Acabei por me formar como conselheira e agora trabalho como psicoterapeuta, mas também amo muito a Palavra de Deus”, diz.
“Quanto mais aprendo sobre a Bíblia, posso ver como ela responde a tantos dilemas modernos. Muito do que falamos nos círculos de saúde mental é completamente bíblico”, diz.
Jo diz que no pós-pandemia se sente apaixonada por trazer Deus a todas as nossas conversas sobre saúde mental e bem-estar, “porque é tudo ideia d'Ele em primeiro lugar”.
“Fomos projetados com muitos sistemas dentro de nós para poder ajudar a aliviar nosso próprio stress e ansiedade; se pudermos ver que eles também são sagrados e não precisam de ser separados de nossa experiência cristã”, testemunha.
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