10-09-2022 - A fé cristã da rainha Elizabeth II
A rainha Elizabeth II partiu deste mundo na passada quinta-feira (9), aos 96 anos, no castelo de Balmoral, na Escócia, deixando o mundo inteiro em luto.
Conhecida pela sua fé cristã, Elizabeth subiu ao trono em 1952 e reinou por sete décadas, tornando-se numa das líderes globais mais admiradas. Passando por diversas mudanças sociais e desafios, a rainha permaneceu inabalável, servindo ao seu povo.
Após o anúncio de sua morte, diversos Cristãos deram testemunho da fé da monarca mais proeminente da era moderna.
Monarca cuja vida estava enraizada na Bíblia
A Sociedade Bíblica falou da rainha Elizabeth II após sua morte aos 96 anos.
O seu executivo, Paul Williams, juntou-se a milhões de pessoas em todo o mundo elogiando sua vida e serviço.
Num comunicado, Williams disse que a nação e a Commonwealth perderam "não apenas um funcionário público notável", mas também "a presença de um líder cristão muito amado e respeitado".
A monarca foi a patrona da Sociedade Bíblica desde 1952, quando subiu ao trono.
"Não podemos entender a rainha sem referência à sua fé cristã", disse Williams. "Há uma parte maravilhosa no seu serviço de coroação quando ela foi presenteada com uma Bíblia, descrita como a 'Regra para toda a vida e governo dos Príncipes Cristãos' e 'a coisa mais valiosa que este mundo oferece'. A vida da rainha e o seu testemunho tornaram claro que ela levou estas palavras muito a sério.
"A fé da rainha fez uma diferença real para o seu reinado e para a nação. Ela frequentava a igreja mais de uma vez por semana, orava e lia a Bíblia. A sua fé cristã foi seu guia durante os altos e baixos da sua vida e por causa disso ela conseguiu ser uma presença estável e duradoura na nossa vida nacional.
“Acho que o legado da rainha é o seu exemplo de como é o verdadeiro serviço e dever. Toda a sua vida foi de serviço. Acho que a Rainha será lembrada de acordo com estas palavras de Provérbios 10.7: "A memória do justo é abençoada, ou, uma bênção".
A rainha Elizabeth morreu em paz na sua casa em Balmoral na quinta-feira.
O filho Charles, que agora se tornou rei, disse que a família "chora profundamente a morte de uma amada Soberana e uma mãe muito amada".
Uma cristã fiel
“Enquanto choramos juntos, sabemos que, ao perder a nossa amada rainha, perdemos a pessoa cuja lealdade, serviço e humildade inabaláveis nos ajudaram a entender quem somos ao longo de décadas de mudanças extraordinárias no nosso mundo, nação e sociedade”, afirmou o líder da Igreja Anglicana, Justin Welby, num comunicado.
Justin Welby destacou a sua fidelidade a Deus como cristã, observando que ela “viveu a sua fé todos os dias da sua vida”.
“Em tempos de guerra e dificuldades, em épocas de agitação e mudança, e em momentos de alegria e celebração, fomos sustentados pela fé de Sua Majestade quanto ao que somos chamados a ser”, declarou Justin Welby.
Amizade com Billy Graham
Franklin Graham também falou da rainha Elizabeth, afirmando que ela foi “um símbolo de estabilidade e firmeza para o Reino Unido durante 70 anos”.
O líder cristão disse que admirava “o seu exemplo de liderança e a sua vida de integridade” e que o seu pai, o evangelista Billy Graham, nutriu uma amizade dignificativa com a monarca britânica.
“O meu pai teve o privilégio de se encontrar com a rainha mais de uma dúzia de vezes, e ela foi uma anfitriã graciosa, convidando meus pais a visitar o Palácio de Buckingham em várias ocasiões”, revelou Franklin, em declaração ao The Christian Post.
“O meu pai disse que achava a rainha Elizabeth 'uma mulher de rara modéstia e caráter' e prometeu orar por ela e a sua família todos os dias”.
Graham ainda ressaltou a fé cristã de Elizabeth: “Era uma amiga do meu pai, mas mais importante, ela era uma verdadeira amiga da fé cristã. Ela fará muita falta”.
“Através de tempos de guerra e dificuldades, através de períodos de agitação e mudança, e através de momentos de alegria e celebração, fomos sustentados pela fé de Sua Majestade no que e quem somos chamados a ser”, escreveu em postagem no Twitter.
Filha do Rei dos Reis
O pregador Greg Laurie, da Harvest Christian Fellowship na Califórnia, também falou da rainha.
Em postagem no Twitter, Laurie lembrou de uma frase que a rainha disse em 2002: “Confio na minha fé para me guiar nos bons e nos maus momentos”.
“Elizabeth II não era apenas um ícone do século 21 - a rainha da Inglaterra. Ela era filha de outro rei, o Rei dos Reis e Senhor dos Lordes”, declarou o pregador.
O reverendo Johnnie Moore, que serviu como comissário dos Estados Unidos pela Liberdade Religiosa Internacional, lembrou que a monarca foi um exemplo de uma cristã que foi fiel ao seu propósito de vida.
“Através de tempos de guerra e dificuldades, através de períodos de agitação e mudança, e através de momentos de alegria e celebração, fomos sustentados pela fé de Sua Majestade no que diz respeito a quem somos chamados a ser”, escreveu em postagem no Twitter.
- in The Christian Post
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