04-05-2022 - Unesco propõe foco em feminismo e ideologia de género para "educação" global até 2050

Durante a Conferência Geral da Unesco, que aconteceu em Paris, entre os dias 9 a 24 de novembro, os países aprovaram a Declaração de Paris sobre "Educação". No texto, os Estados participantes se comprometem a melhorar os investimentos na área. Eles também pedem o aumento da ajuda internacional à "educação".
O documento “Reimaginando nosso futuro juntos” tem metas ambiciosas a serem alcançadas até 2050. A ideia é promover “mudanças radicais” no modelo da "educação" ao redor do globo.
Nas palavras da Unesco, este é um “novo contrato social para a "educação"”. O guia pouco fala da excelência na aprendizagem. Em vez disso, critica o “patriarcado”, exalta o feminismo e afirma que o apreço pelo rigor científico é etnocêntrico e precisa ser questionado.
Sobre as propostas da Unesco
O texto de 184 páginas na sua versão em inglês, não é apenas uma longa carta de intenções sem efeitos práticos. Por meio das suas parcerias com organizações da sociedade civil mundo afora, a Unesco tem um grande poder de influência.
Criada em 1945 para assegurar a proteção do património cultural da humanidade, a Unesco — oficialmente, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura — tem adotado uma posição cada vez mais política e endossado uma “agenda progressista” nas escolas.
Numa publicação lançada recentemente pelo órgão, é possível perceber que essa agenda tem fortes tendências. Desde 2015, a Unesco é responsável pela elaboração e monitorização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, também conhecidos como Agenda 2030.
Países terão de se adequar ao “novo contrato social”
Com a adoção dos parâmetros pela Unesco, países e organizações parceiras terão de se adequar ao “novo contrato social”. “Nós precisamos de um novo contrato social para "educação" que possa reparar "injustiças" ao mesmo tempo em que transforma o futuro”, diz a introdução do documento.
A publicação da Unesco incorpora boa parte do vocabulário da esquerda contemporânea, como o termo “descolonizar” (remover a suposta carga cultural dos países colonizadores) e “patriarcado” (a noção de que as estruturas da sociedade são inerentemente machistas).
O objetivo da entidade é levar esses temas às salas de aula. Mas há vários pontos bem problemáticos no documento. Entre eles, a questão da ideologia de género, incentivando os alunos a denunciarem todas as formas de discriminação e segregação, incluindo a identidade de género.
O “Patriarcado”, segundo a Unesco, é um sistema que deve ser combatido, já que na visão deles, os papeis masculinos em sociedade são "opressivos e discriminatórios".
O termo “Aprender a desaprender” visa desconstruir as memórias coletivas e as tradições culturais. O feminismo é evidente quando é citado as “perspectivas feministas” dentro de movimentos liderados por jovens. Há também uma preocupação com o racismo, ciência etnocêntrica apontando para a “não neutralidade”.
Além disso, a Unesco busca interferir também nas questões sobre mudanças climáticas, transformação social e fala de uma “mudança radical” através de abordagens descolonizantes.
- in Gazeta do Povo
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