24-04-2022 - Evangelista amarrado para ser queimado vivo foi salvo por amigo Cristão
No dia 6 de fevereiro, Malingumu Bruhan, de 34 anos de idade, retornou ao distrito de Kaliro, cidade da região leste do Uganda, para o funeral do seu avô, que aconteceu na vila de Muhira.
Havia muito tempo que Malingumu não via os seus parentes muçulmanos, desde que se converteu a Cristo e se tornou evangelista. Alguns tios convidaram-no para ficar e visitar a família. Ele aceitou.
Quando todos os visitantes se foram embora, um dos seus tios, Ndifakulya Musa, começou a repreendê-lo. “O meu tio acusou-me de envergonhá-los ao realizar reuniões evangelísticas cristãs ao ar livre e debates com muçulmanos”, contou Malingumu.
“Ele acusou-me de ser um infiel ao me converter ao Cristianismo, e que Alá os recompensaria em Jannah [concepção islâmica do paraíso] se eles me matassem”, disse o evangelista ao revelar que ficou calado o tempo todo.
Muito para além das ameaças, os parentes entraram em ação. “O meu tio disse que aquele era o momento certo para eu receber o castigo de Alá e que eu deveria ser queimado vivo para que os pássaros comessem depois a minha carne”, relatou.
Quanto mais Malingumu permanecia quieto, maior era a raiva dos tios, conforme ele mesmo descreveu. “Eles começaram a bater-me enquanto outros pegavam lenha e gasolina para me queimar vivo”, disse.
Porém, enquanto os muçulmanos preparavam a sua morte, um amigo Cristão que também havia abandonado o islão e que acompanhou Malingumu durante o funeral, sentiu a falta dele e foi procurá-lo.
Quando os tios o arrastaram para trás da casa para o matar, um dos seus sapatos caiu e o amigo encontrou. “Desconfiado, o meu amigo fez vários telefonemas depois de encontrar o meu sapato, e todos começaram a procurar-me”, contou.
Os amigos encontraram Malingumu já amarrado e com lenha à sua volta. “Eles tentaram chamar a polícia, mas os meus tios fugiram”, lembrou.
Com ferimentos na cabeça, o evangelista foi levado para uma clínica na cidade de Bulumba, depois transferido para outra área não revelada por razões de segurança.
O evangelista que é conhecido no Uganda pelos seus debates públicos com muçulmanos sobre Cristianismo e Islamismo, conta que já sofreu 11 tentativas de homicídio. “Pela graça de Deus, superei os ataques planeados pelos muçulmanos”, disse.
Os seus parentes condenaram-no ao ostracismo em 2017, logo após a sua conversão. Ele foi considerado apóstata, acusado de envergonhar a família e, desde então, passou a ser perseguido.
“Na época, quando começaram a perseguir-me, tive que dormir na mata e sobrevivi apenas com frutas silvestres durante dois meses”, testemunhou.
“Eu confio em Deus para me proteger. A igreja tem sido um conforto para mim. Peço orações pela minha recuperação e que os ferimentos na minha cabeça sejam curados em breve, assim poderei continuar com o trabalho de falar de Cristo aos os perdidos”, concluiu.
A tentativa dos parentes em matar o evangelista foi o ataque mais recente de muitos casos de perseguição violenta contra os Cristãos no Uganda.
- in Morning Star News
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