• 1
  • 2
  • 3

Servindo entusiasticamente,
com amor e temor,

para em tudo te enriquecer em Cristo, em toda a Palavra, em todo o conhecimento (1 Coríntios 1:5).

Testemunhos

Dário Botas

Como morrer em Cristo tem mais valor do que nada.

José Jacinto Carvalho

Conversão significa mudar de vida e a minha vida mudou mesmo.

Sermões e Estudos

Carlos Oliveira 26JUNI26
Não sou canibal

Tema abordado por Carlos Oliveira em 26 de junho de 2026

David Gomes 21JUNI26
Esperar

Tema abordado por David Gomes em 21 de junho de 2026

Carlos Oliveira 19JUNI26
Discurso contraditório

Tema abordado por Carlos Oliveira em 19 de junho de 2026

Estudo Bíblico
1 Timóteo 3:6

Estudo realizado em 24 de junho de 2026

ver mais

03-03-2022 - Como a guerra Rússia-Ucrânia está ligada à religião? Entenda o cenário da Igreja Ortodoxa

Visita do presidente russo Vladimir Putin à Catedral da Dormição. (Foto: Serviço de Imprensa do Presidente da Rússia)

Visita do presidente russo Vladimir Putin à Catedral da Dormição. (Foto: Serviço de Imprensa do Presidente da Rússia)

     Como a complicada relação entre as Igrejas Ortodoxas russa e ucraniana refletem nos conflitos políticos.

     Os conflitos entre Ucrânia e Rússia não se limitam apenas ao cenário político, mas também à religião. De um lado, estão os ortodoxos ucranianos que apoiam uma igreja independente em Kiev. De outro, estão os ucranianos ainda leais à Igreja Ortodoxa Russa.

     Embora cada divisão da Igreja Ortodoxa defenda a sua própria nacionalidade, a questão não se aplica diante dos recentes ataques da Rússia à Ucrânia. De ambos os lados, os líderes ortodoxos têm apelado pelo fim da guerra.

     “Esqueça as brigas e os mal-entendidos mútuos e unam-se com amor a Deus e à nossa pátria”, disse o metropolita Onúfrio, primaz da divisão da Igreja Ortodoxa Ucraniana que está sob o Patriarcado de Moscovo.

      Apesar do apelo à unidade, as ramificações da Igreja Ortodoxa russa e ucraniana continuam a ter uma relação complicada. Depois do pedido de Onúfrio na quinta-feira (24 FEV), o site da Igreja Ortodoxa Ucraniana começou a publicar comunicados culpando os representantes da igreja rival pelos ataques.

     Desde o fim da União Soviética até 2018, houve três igrejas ortodoxas ativas na Ucrânia: a Igreja Ortodoxa Ucraniana sob o Patriarcado de Kiev, a Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana e a Igreja Ortodoxa Ucraniana sob o Patriarcado de Moscovo. 

     Em 15 de dezembro de 2018, houve a unificação das três vertentes, contando com apenas uma parte da Igreja Ortodoxa Ucraniana (sob o Patriarca de Moscovo), que faz parte da Igreja Ortodoxa Russa.

     A maioria da população na Ucrânia é cristã professa (71,7%), mas divide-se dentro destas vertentes.  Cerca de 67,3% dos ucranianos são cristãos ortodoxos (sendo 28,7% do Patriarcado de Kiev, 12,8% do Patriarcado de Moscovo e 0,3% da Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana). Outros 23,4% reconhecem-se simplesmente como 'ortodoxos' e 1,9% praticam tipos de ortodoxia.

 


Patriarca Kirill de Moscovo na celebração de Natal da Igreja Ortodoxa russa. (Foto: Sergey Vlasov/Serviço de Imprensa do Patriarca de Moscou e toda a Rússia)

     Além disso, 7,7% dos ucranianos são cristãos professos sem filiação denominacional, 9,4% dizem-se católicos de rito bizantino, 2,2% dizem-se protestantes, 0,8% dizem-se católicos de rito latino, 2,5% são muçulmanos e 0,4% são judeus. Os dados são de uma pesquisa de 2018 realizada pelo Centro Razumkov.

 

Qual é a origem religiosa dos ucranianos e russos?

     A Ucrânia e a Rússia estão divididas por uma história comum, tanto religiosa quanto politicamente.

     Ambos os países traçam sua ascendência ao reino medieval de Rus' de Kiev, cujo príncipe Vladimir (Volodymyr em ucraniano) rejeitou o paganismo no século 10, foi batizado na Crimeia e adotou o chamado cristianismo ortodoxo como religião oficial. Na época, o príncipe Vladimir chamou o povo de Kiev para um batismo em massa no rio Dniepre.


Ilustração do Batismo da Rus'. (Foto: Klavdiy Lebedev/OrthodoxWiki)

     Em 2014, Putin citou essa história ao justificar a anexação da Crimeia, uma terra a que ele chamou de “sagrada” para a Rússia.

     Enquanto Putin diz que a Rússia é a verdadeira herdeira de Rus, os ucranianos dizem que o seu Estado moderno tem um pedigree distinto e que Moscovo teria emergido como uma potência apenas séculos depois.

     Essa tensão persiste nas relações ortodoxas.

Quem governa as igrejas ucranianas hoje?

     A resposta está em acontecimentos ocorridos há mais de 300 anos atrás.

     A Igreja Ortodoxa surgiu a partir do Cisma de 1054, quando o cristianismo passou a se constituir em dois grandes grupos: a Igreja Católica Apostólica Romana, com sede em Roma e a Igreja Ortodoxa, com sede em Constantinopla (atual Istambul).

     Anos mais tarde, a Rússia foi crescendo em força, enquanto a Igreja de Constantinopla foi sendo enfraquecida sob o domínio otomano. Com isso, em 1686, Constantinopla delegou ao Patriarca de Moscovo a autoridade para ordenar o metropolita (principal bispo) de Kiev.

     A Igreja Ortodoxa Russa acredita que esta foi uma transferência permanente. O Patriarca Ecuménico de Constantinopla diz que foi temporário.

     Depois de 2019, quando o atual Patriarca Ecuménico Bartolomeu I reconheceu a Igreja Ortodoxa da Ucrânia como independente do patriarca de Moscovo, a situação tornou-se ainda mais delicada.

A divisão religiosa reflete-se na política dos dois países?

     O ex-presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, fez uma relação direta entre a independência religiosa e política: “A independência da nossa igreja faz parte das nossas políticas pró-europeias e pró-ucranianas”, disse ele em 2018.

     Mas o atual presidente, Vladimir Zelinskyy, que é judeu, não colocou a mesma ênfase no nacionalismo religioso. 

     No passado dia 26 de fevereiro ele disse que conversou com líderes ortodoxos, católicos, muçulmanos e judeus. “Todos os líderes rezam pelas almas dos defensores que deram as suas vidas pela Ucrânia e pela nossa unidade e vitória. E isso é muito importante”, disse ele.

     Já o presidente Vladimir Putin, no seu discurso de 21 de fevereiro, buscou justificar a invasão da Ucrânia com uma narrativa histórica. Ele alegou que Kiev estava a preparar-se para a “destruição” da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo.

     Mas a reação do metropolita Onúfrio, que comparou a guerra ao “pecado de Caim”, o personagem bíblico que assassinou o seu irmão, indica que até mesmo a igreja sob Moscovo carrega uma forte identidade nacional ucraniana.


Epifânio I, primaz da Igreja Ortodoxa da Ucrânia. (Foto: Facebook/Epifânio Metropolitano)

     Enquanto isso, o Patriarca Kirill de Moscovo pediu paz, mas não culpou a Rússia pela invasão.

     “Independentemente da afiliação da igreja, há muitos novos clérigos que cresceram na Ucrânia independente”, disse Alexei Krindatch, coordenador nacional do Censo das Igrejas Cristãs Ortodoxas dos EUA, à AP News. “As suas preferências políticas não estão necessariamente correlacionadas com as jurisdições formais das suas paróquias”.

Onde estão os católicos?

     Os católicos ucranianos estão baseados principalmente no oeste da Ucrânia, com um histórico de resistência à perseguição sob czares e comunistas.

     “Sempre que a Rússia assume o controlo da Ucrânia, a Igreja Católica Ucraniana é destruída”, disse Mariana Karapinka, chefe de comunicações da Arquieparquia Católica Ucraniana da Filadélfia.

     Os católicos ucranianos foram severamente reprimidos pelos soviéticos, com vários líderes martirizados. Muitos católicos ucranianos continuaram a reunir-se clandestinamente, e a igreja se recuperou fortemente desde o fim do comunismo.

     Ao lado dos católicos, outros grupos cristãos têm uma forte razão para resistir ao domínio de Moscovo. “Os católicos ucranianos não foram o único grupo perseguido pelos soviéticos”, disse Karapinka. “Muitos grupos têm motivos para resistir.”

E as igrejas ortodoxas fora da Rússia e Ucrânia?

     A Igreja Ortodoxa Russa decidiu romper os laços com o Patriarca Ecuménico de Constantinopla em 2018, quando este reconheceu uma igreja independente na Ucrânia. Desde então, os membros que pertencem a uma não podem comungar na outra.

     As igrejas ortodoxas na África também entraram no cisma religioso, depois que o patriarca da África reconheceu a independência da igreja ucraniana.

     Mas outras igrejas tentaram evitar a briga. Nos EUA, que tem várias jurisdições ortodoxas, a maioria dos grupos ainda caminha comungando juntos.

     A guerra pode fornecer um ponto de unidade entre as igrejas dos EUA, mas pode enfraquecer ainda mais as relações entre russos e ucranianos.

     “Esta divisão que ocorreu na ortodoxia mundial foi um evento difícil para a Igreja Ortodoxa processar”, disse  Alexander Rentel, chanceler da Igreja Ortodoxa na América, que hoje é independente de Moscovo. “Agora vai ficar ainda mais difícil por causa desta guerra.”

 

____________________________________

Parte das informações foram retiradas de um relatório da Associated Press, produzido pelos repórteres Yuras Karmanau, em Kiev, e Luis Andres Henao, em Princeton, Nova Jersey (EUA).

- in AP News

 

 

 

 

 

 

 

 

 

_________________________________________

NOTA de esclarecimento importante:

Esta secção de notícias é exatamente isso, e tão somente isso: notícias, visando informar o povo de Deus do que vai acontecendo no mundo. Não significa que subscrevamos princípios, práticas e costumes associados às mesmas. O resto do portal esclarece bem e com rigor o que realmente cremos à luz das Escrituras bem manejadas.

 

FRUINDO DA ADMIRÁVEL GRAÇA DE DEUS,
A NOSSA MISSÃO É AJUDAR TODOS 
A USUFRUIR DA MESMA GRAÇA.

"... vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão" (2 Coríntios 6:1).
Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus ... (Efésios 3:2)
"... que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar
a ação de graças para glória de Deus" (2 Coríntios 4:15).
"Porque pela graça sois salvos ..." (Efésios 2:8).

  • Avenida da Liberdade 356 
    2975-192 QUINTA DO CONDE 





     
  • geral@iqc.pt 
  • Rede Móvel
    966 208 045
    961 085 412
    939 797 455
  • HORÁRIO
    Clique aqui para ver horário