24-02-2022 - Presidente da Guatemala anuncia que país será a capital pró-vida da América Latina

O presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, anunciou que o país se tornará a capital pró-vida da América Latina. A declaração foi feita durante um evento do Institute for Women's Health, uma organização pró-vida, em Washington, Estados Unidos, no passado mês de dezembro.
Em discurso, Alejandro falou sobre a sua intenção de fazer do seu país uma capital símbolo do movimento pró-vida, em março de 2022. “Todo o indivíduo merece ter a sua vida protegida, desde a conceção até à morte natural. É totalmente falso que o aborto seja um direito humano. Qualquer esforço para tentar impor o aborto num país é uma interferência indevida nos assuntos internacionais”, afirmou.
“Procuramos proteger a vida e evitar interferências”, acrescentou. “Não aprovamos o aborto por causa da minha fé, mas também por causa da minha profissão de médico. A vida deve ser protegida desde a conceção”.
Segundo Aaron Lara, presidente do Congresso Ibero-Americano pela Vida e Família, a declaração da Guatemala como a capital pró-vida da América Latina será realizada juntamente com a inauguração de um monumento para assinalar o dia histórico.
A iniciativa da Guatemala acontece num momento em que o país reforça o seu apoio ao movimento pró-vida. No ano passado, o presidente Alejandro retirou a nação de um acordo, que permitia que o Planned Parenthood operasse no país. “Não endossarei no meu governo a criação, registo ou início de qualquer organização que atente contra a vida”, declarou Giammattei na ocasião.
Um país em defesa da vida
No início do ano passado, a Guatemala aderiu à Declaração de Consenso de Genebra sobre a Promoção da Saúde da Mulher e o Fortalecimento da Família, um documento assinado por cerca de 30 países, declarando que “não existe direito internacional ao aborto”.
“A adesão da Guatemala hoje ao Consenso de Genebra é uma mensagem clara à comunidade internacional de que muitos países reconhecem que existe um direito fundamental, um direito humano, à vida que deve ser garantido e defendido. E que qualquer reivindicação de que já é um consenso internacional a favor do aborto, como alguns lamentavelmente alegam, é totalmente falso”, afirmou Giammattei na cerimônia de assinatura do Consenso de Genebra.
No evento, o presidente ainda criticou que o aborto seja considerado por muitos como um direito humano. “Sem uma base legal, antropológica ou científica, algumas correntes de pensamento fazem supostos direitos, que nada mais são do que a negação dos verdadeiros direitos inerentes à pessoa”, advertiu.
- in The Christian Post
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