O governo comunista da China vem intensificando sua ingerência na fé cristã e agora ordenou aos pastores e demais líderes da igreja controlada pelas autoridades a pregarem a confiança no ditador do país, Xi Jinping (na foto).
Nos dias 3 e 4 de dezembro, Xi Jinping comandou a Conferência Nacional sobre Trabalho Relacionado com os Assuntos Religiosos, a primeira em cinco anos. Durante o seu discurso, queixou-se do ritmo de “sinicização” da religião cristã.
A “sinicização” é um processo que vem, gradualmente, moldando a doutrina das igrejas legalizadas para satisfazer os objetivos e valores do Partido Comunista da China (PCCh). Na ocasião, Xi Jinping também determinou que um estudo aprofundado sobre a visão de Karl Marx sobre a religião seja produzido.
O ditador comunista chinês afirmou que os Cristãos, particularmente, tendem a evangelizar outras pessoas, o que o PCCh define como “proselitismo”, atividade que o governo proibiu.
Em outro momento, o mandatário cobrou maior fiscalização sobre a publicação de conteúdos religiosos não-autorizados, uma atividade que já está proibida para estrangeiros, conforme nova diretriz das províncias.
A Igreja Three-self (“Igreja da Trindade”, em tradução livre), controlada pelo governo, foi a primeira a ser ordenada a implementar “imediatamente” as diretrizes da Conferência Nacional.
Segundo Xu Xiaohong, as igrejas devem deixar de lado assuntos menos importantes e se concentrar na prevenção no COVID-19 e no 100º aniversário do Partido Comunista Chinês.
Na visão de Xiaohong, o ditador Xi Jinping deve ser retratado em “nove mandamentos”, que devem se tornar o programa para todos os pastores e comunidade nas próximas semanas e meses.
Entre os “nove mandamentos” estão a pregação de que “o trabalho religioso faz parte do trabalho maior do Partido Comunista”, assim como “obedecer aos líderes do Partido e aos líderes religiosos oficialmente aprovados” e ” estudar e implementar a teoria marxista da religião”, entre outros.





