27-01-2022 - Qualquer coisa pode abrir oportunidade para pregar o Evangelho’, diz evangelista dos morangos

Pode parecer estranho, mas há quem consiga evangelizar as pessoas falando sobre morangos. O método apresenta bastante criatividade e inclui vários aspetos simbólicos.
Para Herb, os morangos possuem um significado espiritual muito interessante. “Historicamente, os morangos simbolizam o renascimento, pois são os primeiros a amadurecer na primavera. A sua folha de três partições (trina) lembra a verdade bíblica da Trindade (1 João 5:7)”, relacionou.
“Por volta do ano 1.300, é comum encontrar morangos retratados na arte italiana, flamenga e alemã, bem como em miniaturas inglesas como símbolo de perfeita retidão. Acreditava-se que o morango servia de cura para doenças depressivas, e que a sua presença sugeria os poderes curativos de Cristo que nos conduzem à salvação eterna. Ainda mais notável, alguns vêem as gotas do sangue de Cristo quando o fruto aponta para baixo. As cinco pétalas de sua flor branca trazem à mente as Suas cinco chagas.”, continuou.
Herb, que já foi chefe de uma importante agência do governo federal, em Washington, nos EUA, liderou vários estudos bíblicos semanais com oficiais do Pentágono, funcionários da Casa Branca, executivos dos média e outros altos funcionários do governo.
Ele era conhecido por ter levado várias pessoas a Cristo, quase semanalmente. Um dos seus métodos favoritos de comunicar o Evangelho era através dos morangos, por isso, ficou conhecido como o “evangelista dos morangos”.
Quando o alimento é usado como “isca”
O testemunho de Herb foi escrito por Jerry Wiles e publicado pelo God Reports. Wiles conta que o conheceu em 1980 e que a sua fama era ter “um dos ministérios mais eficazes de todos na sua cidade”.
Herb conta sobre uma ocasião em que ele e um amigo conversavam com um sem-abrigo chamado Columbus, nas ruas de Washington. Columbus estava a vasculhar latas de lixo procurando algo para comer.
“Comprámos um cachorro-quente e uma maçã a um vendedor ambulante e demos-lhe. Esse gesto abriu a oportunidade para falar do Evangelho e orar com ele. Com possibilidades limitadas de acompanhamento, dei-lhe o nome e informações de contacto de um amigo, o Major James Hipps, e sugeri que entrasse em contacto com ele”, lembrou.
“Cerca de um ano depois, encontrei-me com o Major Hipps numa convenção e perguntei-lhe pelo Columbus, o sem-abrigo. Soube que Columbus se tinha convertido e idedicado à obra missionária, administrando um dos centros missionários na cidade”, compartilhou.
“Nunca sabemos como Deus vai operar”.
“Esta experiência reforçou a minha crença de como esses encontros curtos podem ter um impacto significativo e reprodutivo na vida das pessoas. Nunca sabemos como Deus vai operar por isso, devemos apenas fazer contactos e nos envolvermos numa conversa. Estarmos em atitude de oração pode habilitar-nos a estar alerta e atentos a esses compromissos divinos”, disse.
Herb finaliza dizendo que é uma bênção descobrir a influência que temos sobre os outros por causa do Evangelho. “No entanto, em muitos casos, podemos nunca saber o impacto das nossas vidas até à nossa chegada ao Céu”, observou.
“Um dos pastores na igreja costumava dizer que devemos nos concentrar em amar as pessoas e dizer-lhes a verdade. Quando somos fiéis em fazer isso, podemos confiar que o Senhor usará cada um de nós, talvez de maneiras que nunca saberemos, deste lado da eternidade”, concluiu.
- in God Reports
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