07-12-12 - William D. Phillips, Nobel de Física, é Cristão convicto
O passado dia 5 de novembro foi o 64º aniversário de William Daniel Phillips, físico Americano, ganhador do Prémio Nobel da Física em 1997 pelo desenvolvimento de métodos para esfriar e capturar átomos por laser.
Este Cristão, membro de uma igreja metodista e durante muito tempo do National Institute of Standards and Technology (Instituto Nacional de Normas e Tecnologia), é professor na Universidade de Maryland e também um dos fundadores da International Society for Science & Religion (Sociedade Internacional para a Ciência e a Religião).
UNIÃO ENTRE CIÊNCIA E FÉ
Há anos, escreveu o seu depoimento explicando o seu pensamento sobre a existência de Deus e sobre a união entre a ciência e a fé, que pode ser consultado. “Muitos acham que a Ciência opõe-se ao entendimento de que o universo é uma criação que surge do amor de Deus”, começa na sua exposição o cientista, “acham que a Ciência e a Religião são inimigos irreconciliaveis; mas não é assim”.
William Phillips responde a esta pergunta através da sua experiência: “Eu sou físico. Faço investigação tradicional, publico em revistas, apresento as minhas investigações em reuniões profissionais, ensino a estudantes e pesquisadores pós-doutorados, tento aprender como funciona a natureza. Por outras palavras, sou um cientista comum”.
CRENTE ATIVO E COMPROMETIDO
Mas, continua, “também sou uma pessoa de convicções espirituais. Assisto na minha igreja, canto gospel no coro, todos os domingos vou à Escola Dominical, falo com Deus com regularidade, procuro ´fazer justiça, amar a misericordia, e caminhar humildemente com o meu Deus´. Por outras palavras, sou uma pessoa comum de fé (cristã)”.
Entende que para muita gente, isto possa parecer uma contradição: “Um cientista sério que crê seriamente em Deus! Mas, para muitas outras pessoas, sou alguém como elas. Ainda que a maior parte da atenção dos meios de comunicação se foque em ateus ´ruidosos´ que afirmam que a religião é uma superstição tonta, a maioria das pessoas que conheço não tem nenhuma dificuldade em aceitar o conhecimento científico e manter a fé», assegura.
COMO POSSO CRER EM DEUS?
Ele coloca duas perguntas a que responde: Porque creio em Deus? Como posso crer em Deus?
Continua o Prémio Nobel: “Como físico experimental, preciso provas, experiências reproduziveis e uma lógica rigorosa para apoiar qualquer hipótese científica. Como pode uma pessoa assim basear-se na fé?”.
“Um cientista pode crer em Deus porque esta convicção não é uma questão científica. Uma afirmação científica deve ser ´falsificavel´, isto é, deve ter alguns resultados que, ao menos em princípio, poderiam demonstrar que a afirmação é falsa [....]. Pelo contrário, as afirmações religiosas não têm que ser necessariamente ´falsificaveis´”, argumenta William Phillips.
“Não é necessário que todo o enunciado seja um enunciado científico; nem também por isso os enunciados que simplesmente não são científicos passam a ser afirmações inúteis ou irracionais. A ciência não é a única maneira útil de ver a vida”, raciocinia o prémio Nobel.
“Como físico, observo a natureza de um ponto de vista particular. Vejo um universo ordenado, formoso, em que quase todos os fenómenos físicos podem ser entendidos com umas poucas e simples equações matemáticas. Vejo um universo que, se fosse construído de uma maneira ligeiramente diferente, nunca teria dado a luz às estrelas e aos planetas. E não há nenhuma razão científica pela qual o universo não poderia ter sido diferente. Muitos bons cientistas têm concluído com estas observações que um Deus inteligente decidiu criar o universo com esta propriedade formosa, singela e vivificante. Muitos outros grandes cientistas, no entanto, são ateus. Ambas as conclusões são posições de fé”, responde.
Comenta William Phillips:”Eu creio em Deus porque sinto a presença de Deus na minha vida, porque posso ver a evidência da bondade de Deus no mundo, porque creio no amor e porque acho que Deus é amor”.
CRER NÃO É DEIXAR DE DUVIDAR
Ser crente ou Cristão torna-o uma pessoa melhor ou um físico melhor que os outros? “Conheço um montão de ateus que são melhores pessoas e melhores cientistas que eu. As perguntas sobre o mal no mundo, o sofrimento de crianças inocentes, etc., fazem-me constatar sempre a minha ignorância. Apesar de tudo isto, creio mais (em Deus) graças à Ciência que apesar dela”, conclui o prémio Nobel.
“Como está escrito na Epístola aos Hebreus, ´a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem´” é sua mensagem final.




