31-12-2021 - Inteligência Artificial tenta substituir Deus
À medida que a tecnologia continua a avançar num ritmo acelerado, ela ameaça o relacionamento das pessoas com Deus, no aspecto coletivo. O pregador e autor de best-sellers, Wallace Henley, ex-assessor do ex-presidente Nixon, fez alguns alertas sobre isso.
“Somos todos feitos para a transcendência, para ver a glória abrangente de Deus. Como disse Salomão em Eclesiastes: Deus colocou a eternidade em nossos corações”, disse em entrevista.
“Agostinho também disse: ‘O coração humano foi feito por Deus e para Deus e só Ele pode satisfazê-lo’. E se não o enchermos com Deus, enchê-lo-emos com tudo o que pudermos encontrar. É disso que se trata toda idolatria”, relacionou.
Hanley disse que esse tipo de adoração às máquinas, na verdade, já começou. “Ironicamente, vivemos no tempo em que algumas pessoas estão a adorar as obras das suas mãos”, disse.
Ele aborda a crescente dependência tecnológica da sociedade, através da inteligência artificial. No seu novo livro “Who Will Rule the Coming ‘Gods’?” (Quem governará os deuses vindouros?), ele menciona as escolhas morais e éticas que os cristãos podem ser forçados a fazer.
“Wallace Henley, de 79 anos de idade, foi compelido a escrever um livro, logo após saber que um ex-funcionário da Google registou uma igreja de Inteligência Artificial, na Califórnia”, lembrou.
“Os engenheiros de computação tendem a ser um pouco engraçados, às vezes, e têm um senso de humor sombrio, mas, mesmo assim, ele estava a levar isso muito a sério, aparentemente, porque foi até ao fim”, disse.
Igreja de Inteligência Artificial
Henley referiu-se ao multibilionário Anthony Levandowski, que há alguns anos ganhou notoriedade por ser o “criador de uma nova religião”. O engenheiro que se envolveu com projetos de carros autónomos e com a criação do Uber, diz ser adepto da “Singularidade” — nome que deu à sua crença.
Segundo Levandowski, a Inteligência Artificial (IA) vai superar a capacidade humana em algum momento. Pensando nisso, ele abriu uma Igreja de IA, em 2017, logo após ser demitido e processado por espionagem industrial.
A “Igreja Caminho do Futuro” tentou promover uma divindade baseada em inteligência artificial. Os documentos da tal igreja foram submetidos pela liderança do Estado da Califórnia, nos EUA, com o seguinte argumento: “Por meio da compreensão e adoração da Divindade, contribuir para o melhoramento da sociedade”.
Um dos seus amigos, que preferiu não ser identificado, chegou a comentar na época: “Ele tinha essa motivação estranha sobre robôs tomando o mundo, num sentido militar”, declarou.
De acordo com informações da Techcrunch, o ex-engenheiro da Google foi obrigado a fechar a igreja judicialmente. Ele recebeu o “perdão presidencial”, o que o livrou de uma sentença de 18 meses de prisão.
Crise espiritual
Sobre as ideias de Levandowski, Henley observa que a humanidade criou uma máquina que pode ir um bilhão de vezes mais rápido do que o cérebro humano “por isso pensam em chamá-la de Deus”.
“Precisamos de entender a crise espiritual que está a chegar, e que esta será o caminho para a idolatria final, que é a adoração à máquina. E já vimos muitos sinais disso”, frisou.
Os robôs, disse ele, estão cada vez mais a assumir tarefas tradicionalmente humanas, como aspirar, conduzir e entregar comida, só para citar alguns.
“E, à medida que esses robôs continuam a progredir e a dependência dos humanos em relação a eles continua a aumentar, há implicações preocupantes”, indicou Henley.
“Por exemplo, quem vai trabalhar a ética nessas máquinas? Eles vão conectar uma visão de mundo a essas máquinas; qual é a natureza dessa pessoa? É uma preocupação muito séria”, disse ainda.
Humanidade em perigo
O que pode ocorrer, segundo Henley, é não haver nenhuma diretiva dentro da máquina dizendo: ‘Não matarás’. “Como as máquinas vão resolver problemas da raça humana?”, preocupou-se.
“As máquinas têm tudo a ver com utilidade e rapidez, mas quando se olha para algo que é puramente utilitário, está-se a olhar para a seguinte questão: ‘O que precisa de ser retirado do caminho para que o objetivo utilitário seja alcançado?’ Se eles disserem que é a raça humana, isso será um problema”, mencionou.
“É ingénuo descartar tais preocupações e dizer que estamos a ser alarmistas, quando a história já provou que a humanidade tenta substituir Deus pelos seus ídolos”, disparou.
Para o Henley, a idolatria às máquinas foi impulsionada pelo avanço da ciência e da tecnologia na sociedade. “Embora os mais antigos compreendam a importância de reconhecer a transcendência de Deus, não podemos nos esquecer que, na era da escravidão, os humanos eram tratados como objetos. Essa mesma mentalidade está a repetir-se hoje”, concluiu.
- in The Christian Post
_________________________________________
NOTA de esclarecimento importante:
Esta secção de notícias é exatamente isso, e tão somente isso: notícias, visando informar o povo de Deus do que vai acontecendo no mundo. Não significa que subscrevamos princípios, práticas e costumes associados às mesmas. O resto do portal esclarece bem e com rigor o que realmente cremos à luz das Escrituras bem manejadas.




