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27-11-2021 - “A vida da rainha Elizabeth flui de seu relacionamento com Jesus”, revela ex-capelão

Rainha Elizabeth II em viagem à Escócia em julho de 2021. (Foto: Jane Barlow/Pool via Reuters)
Rainha Elizabeth II em viagem à Escócia em julho de 2021. (Foto: Jane Barlow/Pool via Reuters)

     O ex-capelão da rainha, Gavin Ashenden, revelou detalhes sobre o papel da fé cristã na vida de Elizabeth II.

     Gavin Ashenden, antigo capelão da rainha Elizabeth II, falou sobre a fé da monarca e o facto desta parte da sua vida não ser comentada pelo público.

     “Há um estranho silêncio público sobre a fé da nossa rainha”,observou Ashenden . “A vida, a atitude, a indomabilidade, a alegria e o vigor da rainha fluem diretamente do seu relacionamento com Jesus. A presença, o ensino e a graça de Jesus dão cor à sua personalidade e ao seu trabalho.” 

     Ashenden sugere que jornalistas e políticos, ao elogiarem as qualidades da rainha, façam uma pergunta simples: “O que contribui para ela ser assim?”

      O ex-capelão da rainha, lembra de influências importantes na vida cristã de Elizabeth II. Uma delas foi o encontro com o falecido evangelista Billy Graham.

     “Grande parte do país estava em estado de alerta quando Billy Graham veio aqui realizar as suas cruzadas. A rainha, por outro lado, recebeu-o calorosamente e ficou totalmente à vontade com a sua companhia e o seu evangelismo”, disse Ashenden.

     Ele lembrou ainda o comentário de Billy Graham ao descrever o seu encontro com a rainha. “Sempre a achei muito interessada na Bíblia e na sua mensagem. Depois de pregar em Windsor num domingo, eu estava sentado ao lado da rainha ao almoço. Disse-lhe a ela que tinha ficado indeciso até o último minuto sobre a minha escolha de sermão e quase preguei sobre a cura do homem paralítico em João 5. Os seus olhos brilharam e ela transbordou de entusiasmo. 'Como gostaria que tivesse pregado sobre esse texto!', exclamou ela. 'Essa é a minha história favorita'”, relatou na sua autobiografia.


Billy Graham com a Rainha Elizabeth II em 1989. (Foto: Billy Graham Evangelistic Association)

     Segundo o ex-capelão, uma das maneiras pelas quais a rainha dá o testemunho público da sua fé é através dos discursos anuais de Natal, que têm se tornado cada vez mais profundos e pessoais ao longo dos anos.

     Em 2002, por exemplo, ela disse: “Sei o quanto confio na minha fé para me guiar nos bons e nos maus momentos. Cada dia é um novo começo. Sei que a única maneira de viver a minha vida é tentando fazer o que está certo, ter uma visão de longo prazo, dar o meu melhor em tudo o que o dia trouxer, e colocar a minha confiança em Deus... Eu tiro forças da mensagem de esperança do Evangelho cristão”.

     Outra influência apontada por Ashenden foram os pais da rainha. “Poucas pessoas sabem que era costume da sua mãe ler a Bíblia King James às duas filhas todas as noites. Por meio da devoção e do dever da sua mãe, ela familiarizou-se intimamente com as Escrituras”, disse ele.

     O ex-capelão também comenta que partiu de Elizabeth, aos 13 anos, a iniciativa de dar um poema ao seu pai, o rei George VI, para ser lido na sua transmissão de Natal de 1939, logo após o início da Segunda Guerra Mundial. O poema é intitulado "Deus sabe".

     Um outro ato público de fé foi em 2016, quando Elizabeth II completou 90 anos. Ela contribuiu para o prefácio de um pequeno livro publicado pela Sociedade Bíblica do Reino Unido, chamado “A Serva Rainha e o Rei que Ela Serve”, que explora sua fé cristã.


Rainha Elizabeth II em igreja no Reino Unido. (Foto: Reuters/Andrew Milligan)

Espiritualidade afetada pelas mudanças

     Segundo Ashenden, as mudanças culturais e filosóficas durante todo o reinado de Elizabeth II tiveram implicações no espaço do Cristianismo na esfera da realeza. “Teologicamente, isso representou um abandono da espiritualidade cristã humilde em favor de um narcisismo secular”, opina.

     Ele enxerga que, embora as virtudes da rainha sejam admiradas por todos os lados, muitos ignoram o seu “caráter profundamente cristão”. 

     “Ela será celebrada e sempre lembrada como a inspiradora, admirável e sua mais cristã majestade, a Rainha Elizabeth II.”, concluiu.

- in Christian Today

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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