16-10-2021 - Coreia do Norte e a negação da liberdade religiosa
No passado dia 9 de setembro, foi comemorada a fundação da Coreia do Norte. Nessa mesma data, em 1948, foi fundada a República Popular Democrática da Coreia, mais conhecida como Coreia do Norte. Desde então, o totalitarismo comunista governa o país.
Os cristãos na nação, que desde 2002 ocupa o 1º lugar na Lista Mundial da Perseguição são obrigados a manter a fé em segredo, porque lidam com risco de prisão e morte. A Coreia do Norte pretende erradicar o Cristianismo e está a tentar fazê-lo através de uma negação absoluta da liberdade religiosa, segundo informações de um novo relatório divulgado pela Comissão Internacional dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa.
“As nossas descobertas estabelecem que a perseguição de indivíduos que exercem o direito à liberdade religiosa na Coreia do Norte vai muito além de um governo que negligencia o seu dever de respeitar, proteger e cumprir o direito à liberdade de pensamento, consciência, religião ou crença. Também vai além de um governo que persegue um ou mais grupos sociais por sua religião ou crença. Em vez disso, a situação que existe é aquela em que o Estado impõe a negação absoluta da crença religiosa através da mobilização ativa dos órgãos do governo”, diz o relatório.
Prisão, tortura e negação da liberdade religiosa
Durante 2020 e 2021, investigadores realizaram entrevistas com sobreviventes, testemunhas e até mesmo autores de violações à liberdade religiosa, a maioria dos quais havia fugido da Coreia do Norte em 2019. Dos 68 casos identificados, envolvendo pessoas que foram processadas pelo Estado por causa da sua fé ou crença, 24 eram Cristãos. O relatório detalha incidentes envolvendo prisão arbitrária e detenção; tortura e tratamento cruel, desumano e degradante e uma negação geral da liberdade religiosa.
“A campanha para acabar com os Cristãos e instituições na Coreia do Norte tem sido brutalmente eficaz e continua através do trabalho do Ministério da Segurança do Estado, redes de informantes que se estendem até à China, presença de campos de prisioneiros políticos sem saída, execuções e um sistema educacional e organizacional através de escolas, locais de trabalho e bairros”, diz o relatório.
O partido governante na Coreia do Norte tem se dedicado a obter e manter o controlo político e ideológico. Em um editorial no seu jornal oficial no mês passado, o líder do país, Kim Jong-un, pediu aos norte-coreanos que adotassem e abraçassem a ideologia socialista. “O desenvolvimento económico deve acompanhar a educação ideológica se o país quiser continuar a construir a sua fundação socialista”, disse ele. “O jornal em particular alertou os jovens norte-coreanos contra a adoção de ideologia estrangeira, dizendo que o principal alvo da infiltração cultural dos imperialistas são as gerações jovens”, informou a agência de notícias da Coreia do Sul Yonhap.
- in Portas Abertas
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