24-09-2021 - “Se não doutrinar os seus filhos, outra pessoa fá-lo-á”, diz apresentadora americana

Apresentadora conservadora Allie Stuckey durante palestra em Washington. (Foto: Paul Morigi/Getty Images)
A luta racial, a ideologia LGBTQ e outras pautas defendidas pela ideologia de esquerda confessa, têm atraído muitos jovens que, por outro lado, têm-se afastado da doutrina bíblica.
A apresentadora americana Allie Beth Stuckey, conhecida pelas suas opiniões conservadoras mos média dos EUA, acredita que os pais podem usar as verdades da Palavra de Deus para combater as mentiras propagadas pela cultura ideológica “progressista”.
“Temos que ensinar aos nossos filhos coisas que nós provavelmente não tivemos que aprender. Os nossos pais não tiveram que nos ensinar a diferença entre um homem e uma mulher”, disse Stuckey ao site Daily Wire.
Stuckey observa que desde desenhos animados até à grande média estão a procurar doutrinar crianças sobre sexualidade e género. “Portanto, se não estiver a ensinar os seus filhos — se não os está a 'doutrinar', a ensinar-lhes o que pensar e como pensar — então outra pessoa o fará”, alerta.
“Eles querem trabalhar a mente do seu filho e formar a mente do seu filho à imagem deles — à imagem da ideologia da esquerda “progressista”, que é anti-Deus”, explicou ela. “Eles podem não se considerar religiosos, mas são-no em todos os sentidos da palavra. Eles têm os seus próprios dogmas, eles têm o seu próprio tipo de teologia e a sua própria visão de mundo”.
A apresentadora também incentiva os pais a envolverem-se na vida dos filhos, especialmente na vida espiritual: “Têm que ser o principal treinador de fé do seu filho. Ninguém mais irá fazer isso por vós, nem mesmo uma escola cristã.”
Stuckey destaca também que a neutralidade é um mito. “Não existe uma visão de mundo neutra. Os vossos filhos estão a aprender uma visão de mundo distorcida quando estão a ver TV. Eles estão a aprender uma visão de mundo distorcida na sala de aula. Que visão de mundo querem que os vossos filhos tenham?”
Aos pais que se sentem incapazes de doutrinar os filhos, Stuckey dá um conselho prático: “Não precisais de ser teólogos especialistas e saber tudo da Bíblia. Não precisais de ter uma vida perfeita. É claro, devem dar um exemplo de caráter, integridade e compaixão pelos vossos filhos. Mas se não for perfeito, tudo bem”.
Ela acrescenta: “Agora é a hora de humildemente começarem a pedir sabedoria a Deus, pedirem ajuda às pessoas ao vosso redor e começarem a discipular os vossos filhos no Senhor, ensinando-lhes o que pensar, como pensar, como trabalhar, como viver a fé.”
“Fale a verdade em amor”
O que fazer quando o filho já abraçou os conceitos da ideologia de esquerda “progressista”? Para Stuckey, o melhor caminho para os pais é falar a verdade em amor, fazer perguntas difíceis, lembrar o quanto são amados e serem “francos com eles”.
“Não estou a dizer que irá dar certo e que os seus corações irão mudar”, disse Stuckey. “Mas a vossa obrigação é primeiro para com o Senhor, e isso significa que é para com a verdade. E acho sempre que a verdade e o amor estão interligados. Não podemos separar as duas coisas”.
Para o jovem que rejeita a senda da fé e busca um propósito de vida, a ideologia de esquerda é atraente, observa a apresentadora.
“[A ideologia de esquerda] tem muitas regras. Por exemplo, tem muitos códigos de linguagem. Tem ritos religiosos. Tem santificação (fazer o trabalho do antirracismo). Há muita imitação do Cristianismo dentro do esquerdismo, sem algumas das características mais impopulares — como não fazer sexo antes do casamento”, explica.
Stuckey acredita que a abordagem do “faz o que quiseres”, “não sabemos o que queremos para o futuro”, já não é atraente para “jovens que estão com fome de algo maior”.
A origem está no falso “amor próprio”
Stuckey acredita que tudo começou com a “indústria da autoajuda”, que apesar de trazer bons conselhos às pessoas, também passou a incutir a ideia de que “Tu és o teu próprio deus” e que a vida é uma jornada para “descobrir quem realmente és”.
“Se olhardes para os índices de depressão e ansiedade entre os jovens, eles são muito maiores do que os das gerações anteriores. Mesmo assim, continuamos a ouvir: ‘É por causa da falta de amor-próprio. Precisamos de fazer com que os jovens se amem mais, pensem mais em si mesmos, se concentrem mais no autocuidado e no auto-rejuvenescimento'”, avalia.
“Mas se o problema é o ego, isso não pode ser a solução... Não acredito na premissa de que temos uma falta de amor próprio neste país. Não há nenhum indício na sociedade de que não temos foco em nós mesmos. Somos infinitamente obcecados por nós mesmos”, acrescenta.
Por isso, ela ensina que as pessoas devem encontrar significado não em si mesmas, mas no Criador. “A nossa missão não deve ser apenas amarmo-nos mais”, disse Stuckey. “Temos que olhar mais para o Deus que nos criou — que nos diz quem somos, que enviou o Seu Filho para morrer por nós e nos diz o valor que temos para que possamos ver através disso.”
- in Daily Wire
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