14-09-2021 - Jovens entre 15 e 24 anos têm “relação precária com a Bíblia”, avalia Sociedade Bíblica

A maioria dos jovens estão desligados da Bíblia. (Foto: iStock)
Menos de 10% dos adolescentes e jovens da Geração Z têm uma vida centrada nas Escrituras, de acordo com um relatório lançado no mês passado pela Sociedade Bíblica Americana (SBA).
No relatório “Estado da Bíblia”, que divulga dados dos Estados Unidos, a SBA conclui que a geração Z tem uma “relação precária com a Bíblia”. Os entrevistados foram divididos entre “jovens da Geração Z,” com idades entre 15 e 17 anos e “adultos da Geração Z”, com entre 18 e 24 anos.
Apenas 9% dos “jovens” da Geração Z estão “comprometidos com as Escrituras”, o que significa estar centrado na leitura da Bíblia. Em comparação, 14% dos “adultos” da Geração Z e 23% dos millennials (entre 25 e 40 anos) estão “comprometidos com as Escrituras”.
Além disso, 47% dos “jovens” da Geração Z foram rotulados como “descomprometidos com a Bíblia”.
Para John Farquhar Plake, da Sociedade Bíblica Americana, agora é hora da Igreja se envolver na preparação dos jovens. “Em vez de deixar a geração Z recorrer a influenciadores seculares ou à cultura em busca de respostas para as suas dúvidas e curiosidades, é nossa obrigaçao comunicar esta esperança e verdade de forma clara.”
Segundo o relatório, metade dos adultos americanos hoje são “utilizadores da Bíblia” — pessoas que lêem as Escrituras por conta própria pelo menos três ou quatro vezes por ano, fora do ambiente da igreja.
No entanto, apenas 34% dos “jovens” da Geração Z são utilizadores da Bíblia, enquanto 43% dos “adultos” da Geração Z leem as Escrituras. Já entre os millennials, o número sobe para 49%.
Efeitos da pandemia
A SBA também descobriu que, durante a pandemia e protestos generalizados sobre a injustiça racial em 2020, os jovens da Geração Z tornaram-se nos mais propensos a diminuir a leitura da Bíblia.
“A turbulência de 2020 não gerou um maior uso da Bíblia entre os adolescentes. Os jovens da Geração Z (27%) têm mais probabilidade do que os adultos da Geração Z (19%) ou da Geração Y (9%) de dizer que diminuíram o uso da Bíblia no ano passado”, afirma o relatório.
“Os millennials, por outro lado, são mais propensos a dizer que o seu uso da Bíblia aumentou no ano passado (29%) em comparação com os adultos da Geração Z (27%) e os jovens da Geração Z (21%)”, acrescenta.
O relatório revela ainda que, em geral, a Geração Z tem uma “incerteza significativa sobre o valor das Escrituras”, além do “comprometimento bíblico abaixo da média”.
“Quando questionados sobre a importância da Bíblia para sustentar os principais ideais americanos, os jovens da Geração Z (de 15 a 17 anos) tinham mais probabilidade de estarem indecisos”, afirma o relatório.
No entanto, a geração Z mostra uma abertura significativa para a Bíblia: 81% dos jovens e 74% dos adultos desta geração dizem que são curiosos sobre as Escrituras. Além disso, 64% dos jovens da geração Z gostariam de ler mais a Bíblia.
- in Christian Post
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