08-09-2021 - Escola vira alvo de reclamação ao chamar estudantes de "alunes", em Porto Alegre, Brasil

Reprodução de material distribuído aos alunos. (Foto: Reprodução / GaúchaZH)
A utilização da linguagem neutra em escolas continua a ser motivo de indignação dos pais. Um novo episódio aconteceu numa escola municipal de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Brasil, que foi criticada por uma mãe e virou pedido de providência de um vereador após enviar tarefas para os estudantes com termos como "alunes" e "alunx", conhecidos como "linguagem neutra" ou "não-binária".
De acordo com o jornal, o caso aconteceu em julho, quando a mãe de um aluno do sexto ano, revoltada com o material, fez uma notificação extrajudicial criticando a atitude da Escola de Ensino Fundamental São Pedro.
Em entrevista ao GaúchaZH, ela contou que o filho havia recebido, pelo menos, três tarefas em que os professores de História e Geografia tratavam os estudantes como "alunes" e "queridxs alunxs". A linguagem, que é defendida por alguns movimentos sociais, evita o uso de artigos que indiquem o masculino e o feminino.
Quando o material chegou pela primeira vez, a mulher, que não quis se identificar, explicou que ficou incomodada e pediu uma reunião com a direção. No entanto, de acordo com ela, após esse encontro, foram enviadas novas atividades com os mesmos termos.
"Fui conversar, entender o posicionamento deles e explicar o meu. Na primeira vez, fomos eu e a diretora. Depois da reunião, as atividades vieram do mesmo jeito, então também pedi uma reunião com os professores. Eles deram o pensamento deles e eu, o meu. Deixei claro à escola que não concordava. Responderam-me o mesmo de sempre: que é inclusivo, que estão a pensar em abordar isso em sala de aula para que as crianças aprendam a incluir a todos", contou a mulher ao GaúchaZH.
Pedido de providências
Depois do ocorrido, a mãe acionou o vereador Jessé Sangalli (Cidadania), que encaminhou um pedido de providência à Prefeitura de Porto Alegre, no dia 14 de julho. No dia 27 do mesmo mês, a solicitação foi respondida pela Secretaria Municipal de Educação (Smed).
No comunicado, a secretaria explica que "a linguagem neutra foi usada apenas na saudação do exercício, não como conteúdo da atividade", além de que considerou que, embora a escola tenha tido a intenção de ser inclusiva, é preciso trabalhar as normas gramaticais e ortográficas vigentes, utilizando o padrão culto da Língua Portuguesa, de acordo com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e com grafia fixada pelo Acordo Ortográfico de 2016".
A secretária municipal de Educação, Janaina Audino, conversou com o jornal gaúcho e reforçou que a orientação da Pasta é de que "todas as escolas da rede municipal de ensino de Porto Alegre devem utilizar o padrão culto da língua portuguesa sempre que se dirigirem aos estudantes e à comunidade escolar, bem como na construção de todos os materiais didáticos".
- in GAÚCHAZH
A FARSA DA INCLUSÃO COM PRONOMES NEUTROS
(Não sei quem é o autor, mas vale a pena a leitura)
Outro dia sentei-me num restaurante com um amigo. A empregada chega para nos atender, cumprimenta-nos com um sorriso:
- "Olá Amigues!"
- "Amigues?", eu disse, também com um sorriso.
- "Isso mesmo, somos um restaurante inclusivo!", respondeu ela com orgulho.
- "Olha que bom! Isso é ótimo porque daqui a pouco chegará um amigo que é cego. Vocês têm o cardápio em Braille?"
- "Não, não temos isso.”
- "Ok, mas a minha esposa também vem, mas vem com minha afilhada, que é autista. Vocês têm menu com pictogramas, otimizado para pessoas autistas?”
- "Não, desculpe...", ela disse visivelmente nervosa.
- "Não há problema, isso geralmente acontece. Imagino que a linguagem de sinais para clientes surdos vocês devem saber, certo?"
- "A verdade é que o senhor está a encurralar-me“, responde com um sorriso nervoso.
Ela ficou sem jeito, tímida de vergonha, um pouco de culpa e um pouco de desconforto também.
Então eu disse:
"- Não se preocupe, isso geralmente acontece. Mas lamento dizer que vocês não são um lugar inclusivo, vocês querem estar na moda. Aqui, as pessoas que referi não conseguiriam se comunicar ou pedir para comer ou beber.
Se quer ser inclusiva, inclua todos. Todos aqueles a que o sistema não dá oportunidade. É difícil, sim e muito, mas não devemos achar que um E, um X, ou @ no final faz de si inclusiva. Atentar contra a língua portuguesa não a tornará inclusiva, torná-la-á burra.
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NOTA de esclarecimento importante:
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