06-09-2021 - Aceitar homens em desportos femininos é praticar a violência que as feministas condenam

Laurel Hubbard, o primeira atleta trans a competir nas Olimpíadas com as mulheres. (Foto: Luca Bruno/AP)
As mulheres estão a ser oprimidas pelo movimento transgénero e isso sim é uma violência simbólica. Onde andam agora as chamadas feministas de protesto?
É incompreensível ver o mundo do desporto ceder às chantagens da militância LGBTQIA+ e do movimento feminista, que declaradamente não representa mais as mulheres no mundo (algum dia representou?) e não enxerga a discrepância entre o corpo masculino e feminino. As mulheres estão a perder espaço, perdendo lugar no mundo, sendo oprimidas psicologicamente e ideologicamente.
Isto é uma verdadeira violência simbólica.
Aceitar um homem que se identifica como mulher, competindo com mulheres numa Olimpíada, é uma imposição social violenta. Essa é a tal violência simbólica referida — um conceito social descrito pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu. Ele descreve-a como uma "forma de violência" que as feministas usam para defender a chamada opressão masculina sobre as mulheres.
Bourdieu explica que é uma violência exercida pelo corpo sem coação física, causando danos morais e psicológicos. Não é isso o que tem sido causado nas mulheres que competem de forma injusta, já que não existe igualdade, pois há um corpo ali, muito superior, por militância ideológica?
“A violência simbólica é uma forma de coação que se apoia no reconhecimento de uma imposição determinada, seja esta económica, social, cultural, institucional ou simbólica”. Não é exatamente o que tem acontecido com todas nós, mulheres biológicas? Estamos a ser oprimidas pelos movimentos que se dizem "minorias".
"A violência simbólica funda-se na fabricação contínua de crenças no processo de socialização, que induzem o indivíduo a se posicionar no espaço social seguindo critérios e padrões do discurso dominante". E o que tem dominado o mundo feminino, se não o movimento trans, que nos tem roubado, em todos os sentidos, principalmente esse SIMBOLISMO?
“Devido a esse conhecimento do discurso dominante, a violência simbólica é a manifestação desse conhecimento através do reconhecimento da legitimidade desse discurso dominante”. Para Bourdieu, a violência simbólica é o meio de exercício do poder simbólico.
Segundo as feministas e os movimentos feministas, a violência contra a mulher não se pode restringir apenas à dimensão física. Não se pode ignorar a possibilidade de as crenças dominantes imporem valores, hábitos e comportamentos sem recorrer necessariamente à agressão física, criando situações nas quais as mulheres, que sofrem a violência simbólica, se sintam inferiorizadas.
Pois é exatamente isso que está a acontecer: elas cobram da sociedade e praticam a violência moral, social e simbólica, QUE TANTO DIZIAM CONDENAR. Mas é lógico que vão rechaçar as minhas críticas e não aceitarão a verdade.
Graças ao "feminismo de género", as mulheres, que não são apenas um género, estão a ser violentamente visadas psicologicamente, moralmente, e simbolicamente, para contentar uma minoria opressora.
por Marisa Lobo
psicóloga, especialista em Direitos Humanos, presidente do movimento Pró-Mulher
e autora dos livros "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo".
- in Guiame
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