03-08-2021 - Preso injustamente, pregador de rua na Inglaterra vence processo e recebe indemnização

Uma vitória judicial de um pregador que atua como pregador ao ar livre e foi detido após ser acusado de discurso de ódio por ativistas LGBT está a encorajá-lo a continuar a evangelizar.
David McConnell foi preso em dezembro de 2019 pela Polícia de West Yorkshire, no condado de Liverpool, após ser denunciado por ativistas LGBT que foram importuná-lo enquanto pregava.
Na ocasião, os ativistas passaram a interrompe-lo na sua pregação, fazendo perguntas sobre sexualidade e aborto, embora McConnell não estivesse falando sobre esses temas a quem parava para ouvi-lo.
Depois de algum tumulto, a Polícia prendeu-o por “ofensa à ordem pública relacionada com ódio” e por “pregar sobre os direitos dos gays e aborto”. Ele passou seis horas preso antes de ser libertado sem acusação, já que um sargento ouviu a pregação e não encontrou nada de errado.
A entidade de defesa da liberdade religiosa The Christian Institute auxiliou-o no processo e ajudou-o a vencer a causa. O pregador ganhou indenização de £ 3.250 (equivalente a 3.700 euros) por danos causados por prisão injusta, prisão falsa e violação de direitos humanos, além das custas do processo.
“Esta foi uma clara violação dos direitos humanos de McConnell e uma falha em seguir as leis que regem a prisão e detenção”, disse Simon Calvert, vice-diretor de Relações Públicas da entidade The Christian Institute. “West Yorkshire fez a coisa certa ao admitir a responsabilidade e o tribunal emitiu [uma] sentença a favor do Sr. McConnell”, acrescentou.
O caso “reafirmou o valor e a importância da liberdade de expressão. Os pregadores de rua Cristãos têm tanto direito legal de falar em público quanto qualquer outra pessoa”, pontuou Calvert.
A sentença demonstra que o juiz concordou com a defesa do pregador: “A liberdade de expressão inclui não apenas o inofensivo, mas também o irritante, o contencioso, o excêntrico, o herético, o indesejável e o provocador, desde que não tenda a provocar violência. Não vale a pena ter liberdade apenas para falar inofensivamente”.
Encorajado
David McConnell disse que não culpa a Polícia por responder à chamada, embora pondere que os policiais “deveriam ter-me perguntado sobre o meu lado da história, em vez de apenas me prender”.
O pregador disse que a polícia não lhe disse porque o estavam a prender: “Qualquer pessoa sabe que a polícia tem que dizer qual lei supostamente violada, mas aqueles agentes nunca o fizeram. Eles apenas disseram, ‘quando chegar à custódia, nós explicaremos por que foi preso’”, queixou-se.
McConnell disse que foi uma “experiência muito angustiante” para ele, mas com a vitória na Justiça ele pode “deixar isso para trás”, e acrescentou: “Devo dizer que agora, quando estou a pregar, a polícia em Huddersfield é muito boa comigo. Estou feliz por poder continuar a pregar as Boas Notícias de Jesus Cristo”.
- in The Christian Post
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