19-07-2021 - Confeiteiro cristão perde em novo processo por se recusar a fazer ‘bolo transgénero’

O confeiteiro Jack Phillips, dono da Masterpiece Cakeshop, tem enfrentado batalhas judiciais contra ativismo LGBT. (Foto: ADF)
Enquanto Jack Phillips só quer fazer bolos e servir a Deus fielmente através do seu trabalho, ativistas de esquerda lutam contra ele, tornando esse desejo quase impossível. Nos últimos oito anos, o confeiteiro já gastou muito de seu tempo e energia em tribunais.
Nesta semana, Phillips perdeu mais um round depois que um juiz decidiu a favor de uma pessoa que pediu um bolo para celebrar a transição de género. A sua equipa jurídica prometeu entrar com um recurso.
Processos
O juiz A. Bruce Jones decidiu a favor de um indivíduo transgénero (indivíduo que agora se diz mulher) que pediu um bolo rosa e azul para ser “o reflexo de sua transição de homem para mulher”. Seu nome é Autumn Scardina e atua como advogado.
De acordo com a CBN News, é provável que Scardina tenha “escolhido” Phillips por causa dos processos judiciais anteriores de alto perfil. Desta vez, a denúncia foi feita porque o confeiteiro se negou a fazer um “bolo para indivíduos transgéneros”.
No processo anterior, ele recusou-se a fazer um “bolo para casamento gay”. O casal do mesmo sexo Charlie Craig e Dave Mullins, reclamou para a comissão do Colorado em 2012, depois de visitar a confeitaria de Phillips, no subúrbio de Denver.
Os dois "casaram" em Massachusetts porque o "casamento" do mesmo sexo ainda não era legal no Colorado.
Caso Scardina
Autumn Scardina falou com a esposa de Phillips, por telefone, e fez o pedido de um bolo personalizado, rosa por dentro e azul por fora, para celebrar sua transição de género.
Quando o pedido foi negado, ele fez uma reclamação judicial. O juiz Jones decidiu contra Phillips e explicou sua decisão minimizando a importância do design do bolo, reduzindo-o a simplesmente um “bolo de aniversário rosa e azul” em vez de um bolo projetado especificamente para a transição de um género para o outro.
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O advogado Autumn Scardina (que agora diz ser mulher), que pediu um bolo transgénero com o objetivo de enfrentar Jack Phillips no tribunal. (Foto: Dailymail)
Defesa de Phillips
Sendo cristão, Phillips acredita que as pessoas “não mudam de género”. Ele justifica o seu posicionamento de não criar bolos com temas gays ou transgéneros por entrar em conflito com as suas crenças.
Em sua defesa, a Alliance Defending Freedom (ADF) escreveu em comunicado: “A decisão não foi por causa da pessoa que solicitou o bolo. O que ocorre é que Phillips não criaria um bolo expressando a mensagem solicitada, não importa quem a pedisse”.
Por outro lado, o juiz escreveu: “As leis antidiscriminação têm como objetivo garantir que os membros de nossa sociedade, que foram historicamente tratados injustamente e até mesmo privados do direito comum de aceder empresas para comprar produtos, não sejam mais tratados como 'outros'”.
“Este caso é sobre um desses produtos, um bolo de aniversário rosa e azul, e não um discurso forçado”, continua o texto. Em momento algum o juiz demonstrou preocupação sobre as crenças do confeiteiro Cristão.
A ADF fez uma denúncia sobre a decisão e disse que esses processos não passam de “uma manobra de um advogado ativista”. E ainda o defendeu através de comunicado: “Jack Phillips serve a todas as pessoas, mas não deve ser forçado a criar bolos personalizados com mensagens que violem a sua consciência”.
Militância LGBT
“Neste caso, um advogado ativista exigiu a criação de um bolo personalizado para 'testar' Jack e 'confrontar o pensamento dele’. Perceba que ele até ameaçou processar Jack novamente se o caso fosse encerrado por qualquer motivo”, continuou a ADF.
Eles continuaram a argumentar que essa campanha é um esforço maior para mudar as leis e não se baseia em discriminação sistémica real. “Ativistas radicais e oficiais do governo estão de olho em artistas como Jack porque eles não promovem mensagens sobre casamento e sexualidade que violem suas convicções básicas”, explicou a organização.
“Este e outros casos, como o da artista floral Barronelle Stutzman, cuja petição está pendente no Supremo Tribunal dos Estados Unidos, representam uma tendência perturbadora — o armamento do nosso sistema de justiça para arruinar aqueles que discordam do ativismo gay”, continuou.
A declaração da ADF foi concluída através do pedido para que esses processos ativistas não continuem tramitando na justiça. “O assédio a pessoas como Jack e Barronelle vem ocorrendo há quase uma década e deve parar. Vamos apelar dessa decisão e continuar a defender a liberdade de todos os americanos de viver e trabalhar pacificamente de acordo com suas crenças sinceras, sem o medo da punição”, finalizou.
- in CBN News
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