13-07-2021 - Congregação fugiu da China comunista devido à perseguição

Depois de anos a ser perseguidos pelo governo comunista chinês, 60 crentes da Igreja Reformada Santa fugiram para a Coreia do Sul. (Foto: Kevin Frayer/Getty Images).
Depois de anos a ser perseguida pelo governo comunista da China, uma igreja doméstica decidiu fugir do país e buscar refúgio na Coreia do Sul. Em 2019, 60 crentes, incluindo 30 crianças, da Igreja Reformada Santa, da cidade de Shenzhen, fugiram para a ilha coreana de Jeju e têm lutado para sobreviver e obter asilo no país do Leste Asiático.
O grupo de Cristãos tiveram os seus pedidos de asilo rejeitados pelo menos uma vez e, agora, estão a esforçar-se para cumprir os requisitos para a aprovação.
A Coreia do Sul analisou cerca de 12 mil solicitações de refugiados em 2020, mas apenas 0,4% delas foram aprovadas, de acordo com o centro de direitos de refugiados Nancen, em Seul.
A congregação vive numa pequena casa alugada, trabalhando em colheitas de repolho e tangerina e não possui nenhuma esperança de poder voltar à sua terra natal.
Para um dos pastores da igreja fundada em 2012, Pan Yongguang, não será possível voltar à China e o sofrimento da congregação faz parte do plano de Deus. “Não há caminho de volta para nós”, disse o líder, em entrevista ao The Wall Street Journal. Os crentes que retornaram ao país tiveram as casas invadidas, as vidas controladas e sofreram retaliação.
Pan, um ex-médico de 43 anos, já tinha sido detido e interrogado pelas autoridades na China, que o acusavam de manter uma igreja ilegal. Yongguang foi treinado por pastores de uma Igreja Presbiteriana Reformada com base nos Estados Unidos.
Os membros da igreja também suspeitam que as autoridades chinesas estejam a tentar descobrir o seu paradeiro, pois receberam alguns telefonemas alarmantes. Pan afirmou que as famílias da congregação gostariam de receber asilo nos EUA. No mês passado, o líder conversou com um diplomata americano.
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As crianças constituem cerca de metade do grupo, e todos tiveram os seus pedidos de asilo rejeitados pelo menos uma vez. (Foto: Jun Michael/Wall Street Journal).
Aumento da perseguição na China durante a pandemia
A perseguição religiosa na China intensificou-se em 2020, com milhares de Cristãos afetados pelo encerramento de edifícios de igrejas e outros abusos dos direitos humanos, de acordo com um novo relatório da China Aid.
A pesquisa da China Aid referente ao ano passado documentou nove demolições de edifícios de igrejas realizadas pelas autoridades do Partido Comunista Chinês (PCCh), afetando mais de 5.000 crentes e participantes.
No geral, as autoridades do PCCh perseguiram 100% das igrejas domésticas, concluiu o estudo, com a polícia a convocar e a questionar o líder principal de cada igreja.
Sob a direção do presidente chinês Xi Jinping, os oficiais do PCCh também trabalharam para controlar totalmente a "religião", ordenando aos Cristãos, tanto nas igrejas oficiais quanto nas igrejas domésticas, que hasteassem a bandeira chinesa e cantassem canções patrióticas nos cultos.
As descobertas da China Aid vêm na esteira do relatório anual de 2021 da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional, que identificou a China como um violador flagrante dos direitos humanos, especificamente em relação aos Cristãos e muçulmanos uigures.
O relatório observa que as autoridades do PCCh continuaram o seu uso sem precedentes de tecnologias avançadas de vigilância para monitorizar e rastrear as minorias religiosas no ano passado.
“Embora o PCCh tenha reprimido a liberdade religiosa por muito tempo, nos últimos anos tornou-se cada vez mais hostil à religião”, diz o relatório.
A Comissão recomendou que os EUA redesignassem a China como um "País de Preocupação Particular" (PPP) por se envolver em violações sistemáticas, contínuas e flagrantes da liberdade religiosa.
O ministério Portas Abertas classifica a China em 17º na Lista Mundial da Perseguição, entre os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.
- in The Christian Post
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