11-07-2021 - Juiz determina que professor suspenso por se opor à política trans seja reintegrado

Tanner Cross foi colocado em licença após o seu discurso dirigido ao conselho escolar. (Foto: LCPS)
O professor de educação física Byron “Tanner” Cross, que foi suspenso por se opor à política transgénero adotada pela escola em que trabalhava, ganhou a sua batalha inicial contra o distrito escolar de Loudoun, no estado da Virgínia (EUA).
Em uma carta escrita no passado mês de junho, o juiz James E. Plowman ordenou que as Escolas Públicas do Condado de Loudoun (LCPS, sigla em inglês) restaurassem a posição de Cross como professor de educação física na escola primária de Leesburg.
A liminar temporária permitirá que Cross mantenha o seu emprego até 31 de dezembro de 2021, a menos que outras ordens sejam aplicadas.
O juiz argumentou que Cross provavelmente teria sucesso se o seu caso fosse levado a julgamento, já que o distrito escolar não levou em conta os seus direitos constitucionais. Plowman disse ainda que reintegrar o seu emprego estava dentro do “interesse público”.
Na reunião do conselho escolar, em 25 de maio, Cross expressou oposição às políticas de género da escola. “Eu sou um professor, mas primeiro eu sirvo a Deus, e não vou afirmar que um menino biológico pode ser uma menina e vice-versa porque é contra a minha fé. É mentir a uma criança, é abusar deuma criança e é pecar contra o nosso Deus”, disse.
Poucos dias depois do discurso, Cross foi avisado numa carta que estava suspenso e sob investigação por causa da sua conduta, “que teve um impacto prejudicial nas operações” da escola.
Religião influenciou a suspensão
O distrito escolar chegou a argumentar que suspendia Cross não por causa do seu discurso, mas por causa da perturbação criada pelo professor, mas o juiz rejeitou a alegação.
“O Tribunal concluiu que a interrupção invocada foi insuficiente”, escreveu o juiz, acrescentando que o discurso de Cross e o conteúdo religioso foram “centrais” para a decisão do LCPS.
O LCPS não quis comentar. A Alliance Defending Freedom (ADF), uma organização de liberdade religiosa que representa Cross, elogiou a decisão.
“Ninguém deve ser punido por expressar preocupação sobre uma política governamental proposta, especialmente quando o governo convida a comentar essa política”, disse o presidente e CEO da ADF, Michael Farris.
“Os educadores são como todo mundo — eles têm ideias e opiniões que devem ser livres de ser expressas”, acrescentou. “As soluções em que acreditam não devem custar os seus empregos.”
- in Fox News
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