23-11-07 - O logro Madre Teresa de Calcutá
Madre Teresa de Calcutá foi, sem dúvida uma altruísta benemérita, mas um autêntico logro espiritual.Dez anos após sua morte, um livro com manuscritos da missionária revela uma alma atormentada em relação à fé e até sobre a existência de Deus.
Um livro que chegou recentemente às livrarias Americanas irá mudar radicalmente a imagem que muita gente tem de Madre Teresa de Calcutá, a benfeitora dos pobres da Índia beatificada pela Igreja Católica – o primeiro passo para a "santificação".
Dez anos após sua morte, cartas e bilhetes escritos ao longo de 66 anos aos seus superiores e confessores foram reunidos em "Mother Teresa: Come Be My Light" (Madre Teresa: Venha Ser a Minha Luz). A obra revela uma missionária com a alma atormentada, cheia de dúvidas em relação à sua fé e até sobre a existência de Deus. “Tantas questões não respondidas vivem em mim; temo revelá-las por causa da blasfémia. Se houver Deus, por favor, perdoe-me”, escreveu Madre Teresa.
A sua vida espiritual paralela é um contraponto ao seu legado público. Madre Teresa notabilizou-se pela sua luta incansável pelos miseráveis. Morreu em Calcutá, em 5 de Setembro de 1997, aos 87 anos, e recebeu um funeral digno de chefe de Estado. O reconhecimento mundial do seu trabalho veio com o Prémio Nobel da Paz, em 1979. Ao recebê-lo, dias antes do Natal, Madre Teresa disse que nos deveríamos lembrar que “Cristo está nos nossos corações, Cristo está nos pobres que encontramos, Cristo está no sorriso que damos e no sorriso que recebemos”. Três meses antes, porém, numa carta endereçada ao padre Michael van der Peet, seu conselheiro espiritual, o tom é outro. “Jesus tem um amor muito especial por si. (Mas) por mim o silêncio e o vazio são tão grandes que eu olho e não vejo, escuto mas não ouço.” É esta dualidade que o livro, "Venha Ser a Minha Luz", desnuda.
Ela fala de “solidão”, “escuridão” e “tortura”. Compara a experiência ao inferno e chega a pôr em dúvida a existência do paraíso e de Deus. “Se não houver Deus, não pode haver alma. Se não houver alma, então, Jesus, Você também não é real”, escreveu ela em 1959.
Às vezes, Madre Teresa tinha dificuldade até de rezar: “Digo palavras de orações comunitárias – e faço de tudo para tirar de cada palavra a doçura que ela tem de transmitir, mas a minha oração de união já não existe. Não rezo mais.” Ela definia o seu sorriso como uma máscara, um manto que tudo cobre.
Vemos aqui como, infelizmente, os Católicos (começando pelos seus líderes) vivem em trevas e ignoram o conforto e certeza que a Palavra de Deus confere.
Como disse bem o doutor R. Albert Mohler Jr, presidente do "The Southern Baptist Theological Seminary" (Seminário Teológico Batista do Sul, dos EUA), "a salvação provém para quem crê em Cristo - é pela graça que somos salvos por meio da fé", também afirmou:" mas a fé que salva não é a fé na fé, nem a fé na nossa capacidade de manter a fé, mas a fé em Cristo".
O apóstolo Paulo foi muito claro quando disse: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8,9).
Temos também aqui neste caso mais uma prova de que a religião não salva; muda por fora mas nada altera por dentro.
Quando Jesus salva uma pessoa ela muda de dentro para fora.
"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (2 Coríntios 5:17).
"Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura" (Gálatas 6:15)
Um dia muitos ficarão chocados quando virem muitas pessoas cheias de boas obras, mas que não creram verdadeiramente em Cristo como seu Salvador, no inferno, e muitos como o malfeitor que se arrependeu na cruz, sem nada de bom, mas com uma fé genuína em Cristo, no céu.
Este texto de Paulo ajuda a compreender:
"Ora àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça" (Romanos 4:4,5).
Apenas porque Teresa pareça ter feito uma abundância de boas obras não faz a mínima diferença, isto é, a menos que ela tivesse verdadeiramente confiado em Cristo para a salvação. Tentar ajudar, curar, unir ou até mesmo salvar a humanidade sem Deus, e sem o único e verdadeiro Evangelho, não é nenhuma outra coisa senão uma outra tentativa de construir Babel. É uma tentativa centrada no homem de edificar a humanidade. É pecado e rebelião disfarçada de justiça e compaixão. As boas obras dos ímpios são feitas, não a partir de um motivo para ajudar a humanidade em obediência a Deus e para glorificar a Deus, mas para ajudar a humanidade a despeito de Deus, de forma que eles não necessitarão nem venerarão a Deus.
A Confissão de Westminster, inspirada na verdade das Escrituras, declara:
As obras feitas pelos não regenerados, embora sejam, quanto à matéria, coisas que Deus ordena, e úteis tanto a si mesmos como aos outros, contudo, porque procedem de corações não purificados pela fé, não são feitas devidamente - segundo a Palavra; - nem para um fim justo - a glória de Deus; são pecaminosas e não podem agradar a Deus, nem preparar o homem para receber a graça de Deus; não obstante, o negligenciá-las é ainda mais pecaminoso e ofensivo a Deus.




