28-06-2021 - Condenado à morte no Irão, Cristão nega-se a denunciar outros crentes e é libertado por Deus

Taher foi mantido preso e interrogado para que denunciasse os seus irmãos na fé. (Foto: Open Doors).
No Irão, assim como em muitos países do Oriente Médio, ser Cristão e reunir com outros crentes é crime, por isso, os Cristãos vivem e testemunham da sua fé secretamente. Se descobertos, os Cristãos podem ser condenados à prisão ou até à morte.
Foi o caso de Taher*, um Cristão iraniano descoberto pela polícia secreta do país islâmico, que foi preso, interrogado e condenado à morte pelo crime de “apostatar” da fé muçulmana.
Certo dia, quando Taher trabalhava, a polícia secreta invadiu a casa da sua família. Um homem identificou-se à esposa de Taher, Donya, como funcionário dos correios e antes que a mulher pudesse fechar a porta, uma série de polícias entraram na casa, revistando e roubando pertences da família. Eles procuravam evidências da fé cristã na residência.
“Na nossa igreja em casa, costumávamos cantar 'Eu entrego tudo'. E sempre perguntávamos uns aos outros: 'Estás pronto e disposto a entregar tudo a Jesus?'”, contou Donya. Ela relata que, quando a polícia secreta invadia a sua casa, disse ao Senhor: “Estou pronta para entregar tudo”.
O serviço secreto mandou Donya ligar ao esposo e pedir que ele viesse imediatamente para a casa. Quando Taher chegou à sua residência, foi algemado, vendado e levado num carro. “Bem naquele momento, senti Jesus ao meu lado”, conta o Cristão.
Um risco que vale a pena
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Quando interrogada sobre se tudo o que passaram por Cristo vale a pena, como perder a casa, o trabalho, os amigos, a família e os bens materiais, Donya afirma com convicção: “Jesus vale tudo. Na minha opinião, ainda não pagámos nenhum preço”.
Taher não foi apanhado de surpresa, ele sabia que o serviço secreto tinha os Cristãos como alvo. Mas apesar do perigo, Taher acreditava que valia a pena correr o risco de testemunhar de Jesus a outras pessoas e discipular novos crentes. Assim, ele encontrava-se secretamente com amigos e colegas de trabalho para falar do Evangelho.
Na prisão, Taher foi interrogado por dias e noites. A polícia queria saber o que ele fazia quando encontrava outros Cristãos, que hinos cantavam e principalmente, queria que ele escrevesse os nomes dos outros crentes. Os polícias colocaram uma caneta diante dele e esperaram. Mas, corajosamente, Taher negou-se a denunciar os seus irmãos em Cristo.
Em vez disso, ele levou a caneta escondida para sua pequena cela e escreveu num canto da parede a passagem de Mateus 7.7: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á”. A mensagem era para encorajar outros cristãos que talvez iriam passar pela mesma prisão.
Depois de tentar interrogar Taher e não obter sucesso, a polícia secreta ameaçou a sua família. Levando-o para um bloco onde assassinos, violadores e outros criminosos perigosos estavam presos, eles perguntaram-lhe:
“É para aqui que quer que os seus filhos venham? É aqui que eles irão parar se não cooperar e nos der agora os nomes dos Cristãos que conhece!”
Taher relatou o episódio com lágrimas nos olhos e disse que foi o maior teste à sua fé. Ele queria proteger a sua família, mas lembrou-se da letra do cântico “Eu entrego tudo” e a sua fé permaneceu forte e ele não traiu os seus irmãos.
Livre da prisão
Milagrosamente, o juiz que julgava o caso de Taher revogou a sua sentença de morte e libertou-o. Mas avisou que, se fosse apanhado novamente a falar da sua fé cristã, seria executado.
Porém, o Cristão fez exatamente o contrário do que o juiz havia aconselhado. “Voltei para casa e comecei a ministrar e a evangelizar novamente”, contou Taher.
Depois da sua libertação, a polícia secreta continuou a espiá-lo e à sua família. Taher foi assediado e não conseguiu mais emprego. Então, a família decidiu deixar o Irão para se refugiar na Turquia.
Por enquanto, a nova vida é difícil na Turquia, já que os refugiados quase não têm direitos e conseguir um trabalho é um desafio. Mas a família de Taher está grata por viver com mais segurança.
Quando interrogada sobre se tudo o que passaram por Cristo vale a pena, como perder a casa, o trabalho, os amigos, a família e os bens materiais, Donya afirma com convicção: “Jesus vale tudo. Na minha opinião, ainda não pagámos nenhum preço”.
- in Open Doors
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