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26-06-2021 - “Temos que seguir o que a Bíblia ensina”, diz confeiteiro Cristão julgado por não fazer bolo gay

Jack Phillips, dono da confeitaria Masterpiece, está em sua terceira batalha judicial por causa de seus motivos religiosos. (Foto: Matthew Staver/USA Today)

Jack Phillips, dono da confeitaria Masterpiece, está na sua terceira batalha judicial por causa da sua fé em Cristo. (Foto: Matthew Staver/USA Today)

Muitos que estão a abraçar a “nova moralidade” politicamente correta, ignoram o que tem acontecido com os Cristãos, que continuam a defender a moralidade bíblica. 

O confeiteiro do Colorado, Jack Phillips, foi parar ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos simplesmente por se recusar a fazer um bolo para celebração de um casamento homossexual.

Ao defender que o casamento só deve acontecer entre homem e mulher, ele comprou uma guerra com a comunidade LGBT. O seu caso foi para o tribunal e ficou internacionalmente conhecido.

 

Como defender a sua fé

Embora Phillips tenha vencido, as suas batalhas jurídicas ainda não terminaram. E para contar a sua história, o confeiteiro escreveu um livro —  O custo da minha fé: como uma decisão na minha confeitaria me levou ao Supremo Tribunal

O lançamento é um convite para que as pessoas de fé defendam as suas crenças, mesmo quando o governo considera que se está a cometer um “crime”.

À CBN News, ele deu detalhes sobre a sua decisão de não desenhar e não fazer um bolo para celebrar o casamento de dois homens. 

“A Bíblia é muito clara ao dizer que Deus criou o homem e a mulher e os uniu no casamento. Qualquer outra visão sobre isso iria contra os princípios bíblicos”, disse.

 

“Não se trata de homofobia”

Desde 2012, Phillips continua a negar que a sua decisão foi um ato de discriminação ou homofobia. Desde o início, ele e a sua esposa concordaram que já havia muitas coisas que eles não faziam por causa da sua fé e consciência.

“Entre essas coisas, estão os bolos para comemorar o Halloween, bolos que contêm álcool ou que denigrem a crença de outras pessoas, incluindo temas LGBT”, explicou.

O profissional questiona os rótulos e acusações que foram lançados contra ele pela Comissão de Direitos Civis do Colorado, após determinar que a sua liberdade de religião não lhe dava o direito de recusar fazer o bolo em questão.

Um dos comissários de justiça chegou a dizer que a liberdade religiosa era uma “peça desprezível de retórica” e que foi usada para casos diferentes, como a escravidão e o Holocausto. 

“Fazer comparação entre a não criação de um bolo que celebra um casamento gay com o Holocausto e a escravidão foi particularmente ofensivo”, apontou o confeiteiro. 

“Especialmente a parte do Holocausto, porque o meu pai serviu na Segunda Guerra Mundial. Ele desembarcou na Normandia e lutou durante a Batalha do Bulge. E ele fazia parte do grupo que ajudou a libertar o campo de concentração de Buchenwald. E ele viu os horrores”, continuou.

 

Decisão jurídica

A comissão ordenou que Phillips fizesse o bolo de casamento gay ou deixasse de fazer bolos de casamento. Isso reduziria os seus negócios em cerca de 40%. 

A outra determinação por parte do juiz foi que a sua equipa fosse treinada e “reeducada” a fim de compreender que o padeiro estava errado. Mas Phillips decidiu continuar na luta contra o Estado, defendendo o seu negócio e a sua fé, consciente de que a sua desistência afetaria todos os americanos.

“Isso tudo vai muito além do que a justiça disser: ‘Jack, volte a fazer bolos’ ou algo assim. Tem mais a ver com ‘todo americano tem o direito de viver e trabalhar de acordo com a sua consciência, sem medo de punição, especialmente punição vinda do governo, como essa”, destacou.

Jon Scruggs, da ADF - Alliance Defending Freedom (Aliança para a Defesa da Verdade) -, foi um dos advogados que lutou por Phillips. “O seu caso era realmente importante, pois tratava-se da liberdade de todos os americanos de controlar o que dizem e enviar as mensagens nas quais acreditam”, disse. 

Scruggs ficou surpreso com a calma com que o confeiteiro conduziu o seu discurso durante as batalhas judiciais. “Ele confiou que Deus estava no controlo das opiniões dos juízes e dos resultados”, continuou.

 

Alerta aos Cristãos

Phillips insiste que não importa quanta pressão seja colocada sobre os Cristãos para se conformarem com as atuais agendas e com o que é politicamente correto. Os Cristãos devem se apoiar na sua fé e em Deus.

“Nós temos que seguir o que a Bíblia ensina e obedecer aos mandamentos de Cristo. É isso o que eu e minha família pregamos”, afirmou.

“Nós decidimos quais os bolos que vamos ou não fazer. É como traçar uma linha e determinar o nosso limite. E, como Cristãos, nós americanos, devemos traçar as nossas linhas para saber qual é o nosso lugar e pelo que lutaremos”, finalizou.

- in The Christian Post

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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