13-06-2021 - Fundador da Portas Abertas aponta o islão como o maior desafio para a igreja global

O Irmão André viu com os próprios olhos as consequências das guerras no Oriente Médio e fortaleceu irmãos na região. (Foto: Portas Abertas)
O Irmão André, fundador da Portas Abertas, completou no mês passado 93 anos e tem muitas histórias para contar sobre a Igreja Perseguida. Anne van der Bijl, seu verdadeiro nome, nasceu em Witte, na Holanda.
Ele tornou-se pioneiro na missão de levar Bíblias e esperança aos Cristãos que vivem em países fechados para o Evangelho. A sua conversão aconteceu em 1950 e, cinco anos depois, passou a rodar pelos países comunistas com um carocha azul abarrotado de Bíblias para entregar aos Cristãos locais.
“Hoje ainda procuro os meus irmãos e irmãs do mundo inteiro que sofrem por causa da fé — não só porque precisam de mim, mas porque eu preciso deles. Todos fazemos parte da mesma fraternidade de Cristãos, que a Bíblia chama de Corpo de Cristo. Precisamos uns dos outros. Todos somos chamados a realizar a obra de Deus conjuntamente”, disse.
O Evangelho e o mundo muçulmano
O despertamento do Irmão André para o mundo muçulmano aconteceu quando um pastor do Irão o convidou para visitar o país, após uma conferência, no fim da década de 1970. Hoje, ele acredita que o islão representa o maior desafio para a Igreja atual.
Segundo ele, não por causa de sistemas políticos ou económicos, mas porque os Cristãos não têm a mesma dedicação, determinação e força de muitos grupos muçulmanos. Falta um compromisso radical dos seguidores de Jesus que seja nítido na maneira como vivem.
“Por esse motivo, venho dedicando o resto da minha vida ministerial a estes dois objetivos: ir aos muçulmanos em nome de Jesus, e fazer o que posso para fortalecer a igreja do mundo muçulmano. De facto, é o que sempre fiz, mas como estou agora concentrado num grupo que parece ser absolutamente fechado aos Cristãos, sinto-me como se tivesse começado uma carreira totalmente nova”, compartilhou.
Fortalecimento da Igreja em países muçulmanos
Segundo o Irmão André, o medo e a postura que os Cristãos tiveram em relação à União Soviética fizeram com que as pessoas fossem vistas como “terríveis e perversos comunistas”. Para ele, esse sentimento levou-os a serem vistos como inimigos e adiou por tanto tempo a queda do sistema. Quando, na verdade, o único inimigo dos Cristãos é o diabo.
Hoje, muitos de nós imaginamos os muçulmanos como inimigos. São todos terroristas que sequestram os nossos aviões, fazem explodir as nossas embaixadas e tomam pessoas inocentes como reféns. Isso não é falso, mas enquanto os enxergarmos dessa forma não será possível levar o Evangelho a eles. Deus não pode usar-nos assim”, sentenciou.
Atualmente, o irmão André vive na Holanda sob os cuidados dos seus cinco filhos e 11 netos. A Portas Abertas, que ele fundou, está presente em mais de 60 países fortalecendo a Igreja Perseguida.
- in Portas Abertas
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