09-06-2021 - Fósseis marinhos encontrados no topo do monte Everest podem ser a prova do dilúvio bíblico

Especialistas mostram que restos de peixes fossilizados foram encontrados no monte Everest. (Imagem: Getty)
O grande dilúvio é uma das narrativas mais famosas da Bíblia. Embora o tema seja bastante polémico e, considerado por muitos como religioso, há cientistas a alertar para importantes evidências de que os relatos bíblicos apontam para factos e não para mitos.
Os fósseis marinhos encontrados no topo do monte Everest podem ser uma prova de que o dilúvio realmente aconteceu em proporções globais.
Dilúvio e Ciência
A narrativa do dilúvio é encontrada nos capítulos 6 a 9 do livro de Génesis e a história fala sobre a decisão divina de exterminar a sua criação através de muita água, afogando seres humanos e animais, exceto aqueles que se refugiaram na arca de Noé.
Segundo as Escrituras, Noé e a sua família foram poupados e também resgataram casais de animais de todos os tipos existentes. Enquanto flutuavam no interior da arca, as águas subiram vários metros acima das montanhas.
“E esteve o dilúvio quarenta dias sobre a terra, e cresceram as águas, e levantaram a arca, e ela se elevou sobre a terra. E prevaleceram as águas, e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca andava sobre as águas. E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu, foram cobertos. Quinze côvados acima prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos” (Génesis 7.17-20)
Muitos questionam e criticam a viabilidade da história. Alguns especialistas calculam que a água na Terra teria que se multiplicar milagrosamente em cerca de 250 por cento. Apesar das críticas, a NASA confirmou a presença de calcário e “fósseis marinhos do oceano” no topo do monte Everest.
Watch Jerusalem, um site dirigido por analistas, afirmou que os fósseis provam que, em algum ponto da história, a Terra foi coberta com água.
Argumentos científicos
Os analistas declararam: “Se alisasse totalmente tudo na Terra, nivelando montanhas e preenchendo vales e fossas marítimas, o mar não apenas cobriria tudo, como a terra seca ficaria submersa em cerca de 2,4 quilómetros de profundidade”.
“Então, sim, há água suficiente na Terra para cobrir a massa de terra existente, independente do relato bíblico de que o dilúvio prevaleceu acima do pico mais alto da época”, concordaram os analistas.
Agora eles acreditam que a seguinte pergunta deve ser feita: “O que os antigos peixes estão a fazer no topo do monte Everest? Para eles essa é uma evidência física da realidade do dilúvio.
“A presença de calcário e fósseis marinhos do oceano no topo dessas montanhas é uma das principais evidências citadas que avançaram para a ideia de placas tectónicas”, opinaram os especialistas da NASA.
Eles dizem que essa teoria científica descreve os grandes pedaços da superfície da Terra movendo-se sobre a rocha derretida no seu núcleo. O analista do Watch Jerusalem, Christopher Eames, observou: “O território da Índia já fez parte de um supercontinente chamado Gondwana.
Essa ideia explica que os continentes movem-se cavalgando sobre as placas da litosfera terrestre. Alguns acreditam que isso prova que as áreas que agora estão secas podem ter sido cobertas de água.
Segundo Eames, a deriva continental tem sido usada para explicar a natureza do fundo do mar do Himalaia e, em vez de descartar o relato bíblico, a mecânica serve apenas para apoiá-lo. "A deriva continental demonstra não apenas como podem ocorrer inundações catastróficas em toda a Terra, como pode mostrar as que já aconteceram também”, afirmou.
Ciência da geologia
Nos primeiros estágios de desenvolvimento da ciência da geologia, os fósseis foram interpretados como evidências de inundações anteriores. À medida que a geologia moderna se desenvolveu, os geólogos encontraram evidências de uma Terra antiga e inconsistente com a noção de que ela se desenvolveu numa série de cataclismos, como o dilúvio de Génesis.
Em 1830, os geólogos descobriram cada vez mais que as evidências apoiam uma série de inundações locais. Os defensores da “geologia do dilúvio” sustentam uma leitura literal de Génesis 6 a 9 e consideram as suas passagens historicamente precisas.
Eles usam a cronologia interna da Bíblia para situar o dilúvio de Génesis e a história da arca de Noé nos últimos 5 mil anos. Mas, a “datação científica” de fósseis refutou este argumento-chave da narrativa.
Há controvérsias entre a Geologia do Dilúvio e o consenso científico em geologia, além de não haver harmonia entre aqueles que defendem o texto bíblico e os que se debruçam apenas sobre a geofísica, paleontologia, biologia e arqueologia.
- in Express
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