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30-04-2021 - Pela primeira vez, menos da metade dos americanos pertencem a uma igreja

Mulher sentada no banco de uma Igreja Católica vazia em Des Moines, em Iowa, nos EUA. (Foto: Charlie Neibergall/Associated Press)

Mulher sentada no banco de um edifício de igreja vazio em Des Moines, em Iowa, nos EUA. (Foto: Charlie Neibergall/Associated Press)

 

     Pela primeira vez desde o final dos anos 1930, menos de 50% dos americanos dizem pertencer a uma igreja, sinagoga ou mesquita, de acordo com uma pesquisa publicada no fim do mês passad opelo centro de pesquisas Gallup.

     De acordo com a análise, a religião organizada vem vivendo um declínio no número de membros nos últimos 20 anos. Em 1937, cerca de 73% dos americanos frequentavam templos, quando Gallup fez a sua primeira pesquisa. O número manteve-se perto de 70% nas seis décadas seguintes e teve o seu auge no fim da Segunda Guerra Mundial, com 76%.

     Seguindo a análise do Gallup, um declínio constante começou em torno do século 21. A média de membros de igrejas era de 69% entre 1998 e 2000, caindo para 62% entre 2008 e 2010. No último levantamento, entre 2018 e 2020, a percentagem caiu para apenas 49%. Atualmente, apenas 47% dos americanos são vinculados a uma igreja.

     O declínio de membros de igrejas é explicado principalmente pelo aumento de americanos que não expressam nenhuma preferência religiosa. Nas últimas duas décadas, a percentagem de pessoas que não se identificam com nenhuma religião cresceu de 8% entre 1998 e 2000 para 13% de 2008 a 2010 — um aumento de 21% nos últimos três anos, tornando-os num grupo tão grande quanto os chamados evangélicos ou católicos.

 

Queda é menor entre conservadores

     A queda também pode ser atribuída a um declínio no número de membros registados de maneira formal nas igrejas, entre aqueles que têm uma preferência religiosa. Entre 1998 e 2000, uma média de 73% dos americanos religiosos pertenciam a uma igreja, sinagoga ou mesquita. Nos últimos três anos, a média caiu para 60%.

     A filiação à igreja está fortemente correlacionada com a idade, já que 66% dos tradicionalistas — adultos americanos nascidos antes de 1946 — pertencem a uma igreja, em comparação com 58% dos baby boomers, 50% da Geração X e 36% dos Millennials (Geração Y). 

     Entre os grupos religiosos, o declínio na membresia é mais acentuado entre os católicos (queda de 18 pontos, de 76% para 58%) do que entre os protestantes (queda de 9 pontos, de 73% para 64%).

     Além dos protestantes, o declínio no número de membros é menor entre pessoas com visão política conservadora, adultos casados ​​e universitários graduados.

 

Desafios para a Igreja

     Embora seja possível que parte do declínio visto em 2020 tenha sido temporário e relacionado com a pandemia da Covid-19, o centro de pesquisas Gallup prevê que a queda contínua “nas décadas futuras parece inevitável, dados os níveis muito mais baixos de religiosidade e de pertença à igreja entre as gerações mais jovens”.

     O desafio para os líderes é encorajar os Cristãos a tornarem-se ativos na igreja, segundo Gallup. Uma pesquisa realizada em 2017 constatou que as pregações são o principal motivo pelo qual as pessoas frequentavam a igreja. 

     A maioria também disse que programas voltados para crianças e adolescentes, o alcance comunitário, oportunidades de trabalho voluntário e líderes dinâmicos também foram fatores na sua participação. “O foco em alguns desses fatores também pode ajudar os líderes da igreja local a encorajar as pessoas que dão testemunho da sua fé a unirem-se à igreja”, diz o relatório da Gallup.

- in Gallup

 

 

 

 

 

 

 

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