12-04-2021 - Pandemia aumentou a vulnerabilidade de cristãos perseguidos
Cristão paquistanês orando (Foto: Reprodução/Portas Abertas)
De acordo com pesquisa do ministério Portas Abertas, a pandemia da COVID-19 trouxe impactos graves para os Cristãos perseguidos ao redor do mundo. Os dados da Lista de Mundial de Perseguição 2021 indicam que o grau de perseguição em muitos países aumentou com a pandemia.
Segundo o estudo do Portas Abertas, muitos governos têm usado o contexto para intensificar a opressão às minorias religiosas, aumentando a vulnerabilidade dos Cristãos perseguidos. Muitas igrejas foram atacadas por ajudar a comunidade em suas necessidades durante a crise da COVID-19.
A pesquisa apontou uma tendência global em que Cristãos são culpabilizados pela pandemia e por transmitir o coronavirus, resultando em discursos de ódio e ataques físicos contra Cristãos por funcionários do governo, membros da comunidade local e grupos extremistas.
O isolamento social da pandemia também impactou a vida dos Cristãos perseguidos; houve um aumento na violência doméstica. Muitos cristãos viram-se obrigados a isolar-se em casa com os parentes perseguidores, que usam a pressão e a violência para fazê-los voltarem à fé tradicional da família.
Constantemente, os seguidores de Jesus não têm acesso às necessidades básicas, pois a comunidade vê-os como traidores. Durante a pandemia, eles continuaram desprovidos de ajuda humanitária, alimentos e até de água, prejudicando a saúde das famílias.
Como a COVID afeta os continentes
Ásia: as ações do governo para conter a pandemia têm sido usadas para aumentar a vigilância das igrejas e seus membros, como na China. Membros da comunidade no Butão e em Mianmar também foram encorajados a monitorizar as atividades Cristãs. Os regulamentos governamentais em relação à COVID-19 foram usados para prender os Cristãos, sob o pretexto de contenção da pandemia, como na Índia e no Nepal.
África Subsaariana: os extremistas são poderosos impulsionadores da violência e da discriminação na região. Eles têm usado as restrições da pandemia para aumentar os ataques contra os Cristãos, como em Camarões, Etiópia, Mali e Moçambique.
Médio Oriente e Norte de África: há indícios de que a violência doméstica aumentou pela pandemia nesta região. As famílias estavam trancadas juntas, muitas vezes colocando as mulheres já vulneráveis por causa da fé ainda mais em risco. Além disso, o Estado Islâmico aproveitou-se da ocasião para promover mais ataques na região.
América Latina: os principais agressores dessa região são grupos criminosos que pressionam os Cristãos a abandonarem a fé. Os seguidores de Cristo na América Latina foram alvo da negação ou da restrição de cuidados de saúde, como na Bolívia e em Cuba. Também foram forçados a participar de rituais locais de cura em vez de escolherem a própria prestação de cuidados de saúde. Além disso, tiveram o acesso a centros de saúde e medicamentos negados ou restringidos pelas próprias comunidades por causa da fé.
- in Portas Abertas
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