06-04-2021 - Missionária enfermeira ora por muçulmana e descobre que ela é Cristã “escondida"

A enfermeira atendeu sozinha cerca de 170 mulheres durante a expedição da ONG CACEMAR. Foto: Divulgação/CACEMAR).
A voluntária e enfermeira Clara Gandolfi, que prestava atendimento de saúde a mulheres muçulmanas, num evento organizado por uma igreja local no Burkina Faso, em África, foi surpreendida com a revelação de uma paciente. Durante a consulta, a mulher afirmou ser uma Cristã escondida da sua família islâmica.
Clara relatou o testemunho no seu perfil no Instagram no mês passado.
A mulher muçulmana participava de uma palestra sobre saúde da mulher, promovida em janeiro deste ano pela ONG CACEMAR (Centro de Acolhimento Casa Esperança e Missão Refúgio), mostrando-se sempre muito séria durante o evento.
Quando as consultas individuais começaram, ela foi a primeira a ser atendida por Clara e mostrou-se diferente. A mulher entrou na sala sorridente, tirou a sua burca e tirou da bolsa algumas fotos dela e pediu à voluntária, missionária, para escolher uma delas a fim de ficar para ela como lembrança.
“Lembro que olhei para a outra voluntária que estava ao meu lado e nós as duas ficámos sem reação, ansiosas para saber o que aconteceria depois”, relatou a enfermeira.
A mulher muçulmana disse-lhes que nunca havia se sentido tão amada como naquele dia. Então Clara e a voluntária que a acompanhava no atendimento disseram que iriam orar por ela naquele momento.
A tradutora ficou receosa com a atitude, porque orar por um muçulmano num país perseguido como Burkina Faso poderia ser algo muito arriscado. Porém, nesse instante a mulher revelou em segredo que era uma Cristã. “O meu coração é de Jesus”, disse ela.
A mulher explicou que tinha ido escondida àquele evento organizado pela igreja, porque o seu marido era muçulmano e não poderia saber que estava ali. Clara narra que a todo o momento ela afirmava que o seu coração pertencia a Jesus.
Na última semana da enfermeira Clara no Burkina Faso, a mulher foi novamente às instalações da igreja para se despedir e falar que estava a orar pela enfermeira e perguntou quando é que esta voltaria a África.
“Quão pequena é a minha fé quando comparada a uma mulher forte como ela. Numa cultura que escraviza mulheres, estava ali uma serva do Senhor que ora em secreto”, confessou Clara.
A enfermeira atendeu sozinha cerca de 170 pacientes, num contexto em que as mulheres no país não têm direito a saúde gratuita, nem a informação básica de cuidados.
Clara diz-se impactada pela experiência missionária: “Vi mulheres muçulmanas por quem orámos e crerem nessas orações, muçulmanas pisando pela primeira o lugar de reunião de uma igreja, e o mais impactante; vi muçulmanas serem Cristãs escondidas. Algo que só a Graça de Cristo manifesta é capaz de fazer”.
- in Guiame
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