23-03-2021 - História de C. S. Lewis, do ateísmo ao Cristianismo, será retratada em filme
C. S. Lewis é autor da série “As Crónicas de Nárnia”
Um novo filme retratando a jornada do autor C.S. Lewis (1898-1963), do ateísmo ao Cristianismo, poderá ser lançado ainda este ano. Dirigido por Norman Stone, “O Mais Relutante Dos Convertidos” é uma peça de teatro que será adaptada para os ecrãs do cinema.
O filme conta a história do autor de Crónicas de Nárnia, dando ênfase à sua juventude, quando ainda era um estudante. Lewis é reconhecido como um dos autores Cristãos mais influentes do século 20.
A cinebiografia vai fazer uma viagem no tempo em três fases da sua vida, vagando por suas memórias como um homem mais velho — a morte da sua mãe, a sua terrível experiência na Primeira Guerra Mundial e a morte da sua esposa. Esses acontecimentos foram os que mais contribuíram na formação da sua fé.
As cenas foram gravadas em Oxford e redondezas, onde Lewis foi professor de literatura inglesa. O cenário inclui a casa onde ele morou, a faculdade onde estudou e o local onde escreveu os seus livros. Os atores Max MCLean e Nicholas Ralph vão interpretar Lewis, dividindo-se entre as versões jovem e adulta.
Sobre o diretor e seu novo filme
Há 35 anos, Norman Stone ganhou o prémio Bafta pelo filme Shadowlands, um drama sobre a vida e o amor de C.S. Lewis, protagonizado por Joss Akland e Claire Bloom. Agora está de volta com The Most Reluctant Convert (O Mais Relutante Dos Convertidos).
A peça de teatro, que vai virar filme, foi inspirada no romance de C.S. Lewis “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa”, de 1950, o primeiro da série “As Crónicas de Nárnia” e vai mostrar a turbulência da jornada emocional e intelectual do autor enquanto se convertia do ateísmo para o Cristianismo.
Filme e pandemia
Stone acredita que as pessoas podem se identificar com Lewis nos tempos da pandemia pelo Covid-19. “Ele vendeu mais livros este ano do que no ano passado. Acho que tem a ver com tudo o que está a acontecer no mundo”, disse em entrevista ao The Guardian.
Para o diretor, a fé pode brotar dentro de contextos que incluem guerra, adversidades e caos mundial. “Acredito que situações más podem mexer com os pensamentos das pessoas”, afirmou. Ele também destacou que “Lewis olhou a verdade nos olhos, independente do efeito que isso teria”. Isso transparece na sua escrita e é um dos principais motivos que o tornaram popular”, comentou.
“Em tempos de pandemia, devemos fazer o mesmo, e pensar sobre tudo o que está a acontecer. No filme, as palavras que usamos são do próprio Lewis”, concluiu.
“Deus sussurra-nos na saúde e prosperidade, mas, sendo maus ouvintes, deixamos de ouvir a voz de Deus. Então, Ele gira o botão do amplificador por meio do sofrimento. Aí então ouvimos o ribombar da Sua voz.” (C S Lewis)
- in The Guardian
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