15-03-2021 - Aos 85 anos, oficial aposentado prega o Evangelho nas prisões do Uganda

George Bashukwa e sua esposa, Perepetwa. (Foto: Daily Monitor)
George Bashukwa serviu durante 31 anos como polícia, chegando ao posto de oficial principal do sistema prisional do Uganda. Hoje, aos 85 anos de idade, ele ainda atua com os detidos — mas agora, para lhes levar as boas notícias do Evangelho.
Com os seis filhos criados e os netos crescidos, George vive com a sua esposa, Perepetwa, criando animais e cuidando de plantações no distrito de Ntungamo. Ele deixa regularmente a sua vida pacata para voltar ao ambiente agitado das prisões, para falar do amor de Deus aos presos.
“Os presos têm uma vida, desafios, mas o melhor é que também se podem arrepender. É por isso que acordo todos os dias a pensar no que lhes poderei dizer para mudarem suas vidas”, disse George ao jornal Daily Monitor.
Nascido em 1938, George passou pelo ensino básico e secundário, mas desistiu da escola e fugiu de casa porque os seus pais queriam forçá-lo ao casamento.
“Na época, tínhamos muitas vacas e os meus pais achavam que éramos ricos e não precisávamos de educação. A educação era para os pobres. Trouxeram-me uma mulher para casar em 1962 e fugi de casa com medo de me casar. Foi então que tive a oportunidade de entrar nas prisões em 1963 como carcereiro recruta”, conta ele.
Em 25 anos de carreira policial, ele foi promovido a oficial principal e aposentou-se em 9 de setembro de 1994. Nesse período, ele casou com a sua esposa, com quem construiu a sua família.
Chamada
George resolveu atuar nas prisões de Uganda, onde ele começou a pregar aos detidos. Esta tornou-se sua missão após a aposentadoria. “Deus fez maravilhas neste ministério e espero fazer isto até que Deus me chame”, diz ele.
George também prega em diferentes igrejas no oeste de Uganda e no norte da Tanzânia, fazendo-se acompanhar da esposa.
Em 20 de julho de 2019, George e a sua esposa celebraram 50 anos de casamento. Ele observa que uma das melhores experiências da aposentadoria foi passar mais tempo com a sua esposa e com a comunidade em que cresceu.
“Quando me casei, fui abençoado com uma mulher de Deus. Ela manteve a minha família de pé e tivemos muitos filhos juntos”, diz ele sobre o período em que acabou por dedicar mais tempo ao trabalho do que à casa.
Perepetwa diz que sente-se grata a Deus pelo seu marido, especialmente na nova fase na vida do casal. “Espero que Deus nos dê mais anos juntos para compensarmos os anos que perdemos”.
“A missão dele nas prisões permite que ele pense no trabalho e mude a vida dos mais vulneráveis. Ele volta para casa sempre calmo e tranquilo”, conta ela.
- in Daily Monitor
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