19-02-2021 - Cristã sobrevive a ataque do Boko Haram após confirmar a sua fé em Jesus aos terroristas

Afordia viu o seu marido ser assassinado pelos terroristas do Boko Haram em 2014, mas sobreviveu ao ataque e conseguiu fugir com os filhos. (Imagem: Portas Abertas / EUA)
A Nigéria entrou este ano para o ‘top 10’ dos piores perseguidores de Cristãos da Lista Mundial da Portas Abertas para 2021, com grupos extremistas como Boko Haram e a milícia Fulani atacando comunidades Cristãs. Um desses ataques mudou a vida de Afordia e os seus familiares para sempre. Em 2014, o Boko Haram atacou a sua aldeia onde ela trabalhava numa clínica.
“Eu tive que ir para debaixo do teto com outras pessoas para evitar as explosões de bombas, para evitar os tiros, escondendo-me para tentar chegar à minha casa e proteger os meus filhos”, compartilhou Afordia durante uma entrevista com David Curry, do ministério Portas Abertas (EUA).
O seu marido foi baleado e morto no ataque, mas ela escapou com os seus filhos.
Ela contou que ela e o marido estavam dentro do carro, quando avistaram os terroristas.
"No momento em que vi o Boko Haram, inicialmente eu estava pensando que fosse o exército nigeriano, porque eles estavam inteiramente vestidos como soldados. Então, cheguei a dizer: ‘Bendito seja o nome do Senhor, o exército nigeriano veio para nos ajudar’”, relatou ela.
“Somente o meu marido os reconheceu, porque eles usavam um outro tipo de faixa na cabeça. E o meu marido disse: ‘Isto não é o exército nigeriano. Eles são do Boko Haram’. Eu perguntei: ‘Como sabes?’ e foi nesse momento que o meu coração ficou aflito’”, acrescentou.
Durante a abordagem dos terroristas, o marido de Afordia foi questionado sobre a sua fé e ele não omitiu o facto de ser Cristão.
“No momento em que eles nos pararam, o meu marido saiu do carro e eu segui-o. Então, ficámosos dois parados diante deles. Eles começaram a perguntar ao meu marido: você é um infiel ou muçulmano?”, contou ela. “O meu marido respondeu: ‘Eu não sou um infiel, sou cristão’”.
“Eles pediram ao meu marido que fosse para o outro lado da estrada. Então, ele foi, ajoelhou-se e começou a orar. Eu não sei exatamente as palavras que ele disse a Deus. Quando ele terminou a sua oração, eles começaram a atirar”, acrescentou.
Diante daquela tragédia, a reação de Afordia não foi de desespero ou choro, mas simplesmente de ficar sem palavras.
“No momento em que ouvi o primeiro tiro, foi como se o meu espírito saltasse de dentro de mim. Eu estava como um graveto seco. Eu não gritei, eu estava simplesmente sem palavras. Eu estava pensando: ‘Isto realmente está acontecendo comigo? Isto não é um sonho?”, contou ela. “Mas de repente, algo me disse: ‘Ora a Deus’”.
Então, os terroristas foram até Afordia para confrontá-la e, assim como o seu marido, ela não negou a sua fé em Jesus.
“Eles vieram até mim e perguntaram-me: ‘Você é uma infiel ou é muçulmana?’. Eu disse: ‘O mesmo que o meu marido’”, respondeu ela. “Eu simplesmente fechei os olhos e comecei a orar: ‘Senhor, recebe o meu espírito’. Então, de repente, ouvi um grito: ‘Deixem essa mulher. Eu disse-vos para matar uma mulher? Deixem-na sozinha'. Então, eu abri os meus olhos. Isso foi quando eles pararam e um dos homens disse: ‘Deixem-na ir’”.
Intercessão
Quando David Curry, do do ministério Portas Abertas (EUA) perguntou a Afordia como as pessoas de outros países podem orar por ela e pelo povo da Nigéria, ela disse:
“Eu gostaria que orassem por nós, para que Deus nos livrasse de tais matanças cruéis, depois para que Deus fortaleça a nossa fé e cure o nosso coração dos traumas que passamos”, disse ela.
- in Portas Abertas
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