01-12-2020 - Paquistão: Juiz reconhece casamento de muçulmano de 45 anos com menina Cristã de 13

Ali Azhar converteu à força a jovem Arzoo Raja ao islamismo e agora teve seu 'casamento' com a garota reconhecido em tribunal.
Uma menina Cristã de 13 anos, sequestrada por um muçulmano paquistanês saltou em direção à sua mãe quando ela a avistou do lado de fora de um tribunal no dia 27 de outubro, mas a sua família não foi autorizada a entrar porque um juiz validou a declaração de “casamento”, dada pelo homem de 45 anos que a sequestrou.
Recusando-se a reconhecer a documentação que comprova a idade da menina e a denúncia da família dela, de que o sequestrador Ali Azhar converteu à força a jovem Arzoo Raja ao islamismo, o juiz do Supremo Tribunal de Sindh, K.K. Agha decidiu que o casamento era válido e instruiu a polícia a “não assediar o casal recém-casado", segundo informou a advogada e defensora dos direitos humanos, Ghazala Shafique.
“Todos nós, incluindo a família de Arzoo e as pessoas que apoiam sua causa por justiça, estamos em profundo choque e tristeza depois que o Supremo Tribunal permitiu que o acusado fosse embora com a menina diante dos nossos olhos”, disse Shafique, em depoimento à agência ‘Morning Star News’.
No tribunal de primeira instância, a equipa de defesa de Azhar argumentou e pediu que as acusações de sequestro fossem rejeitadas, enquanto a equipa jurídica da família afirmou que Arzoo foi vítima de conversão forçada e casamento, segundo informou Shafique. A a advogada acrescentou que a família da menina e a sua equipa jurídica estavam a aguardar uma decisão do tribunal após a audiência, quando souberam que a equipa de Azhar havia entrado com uma petição no Supremo.
“Corremos para o Supremo Tribunal onde Arzoo e o acusado Azhar estavam presentes, juntamente com os seus familiares e vários advogados”, disse Shafique. “Assim que Arzoo viu a sua mãe, ela saltou na sua direção, mas a polícia e os membros da família de Azhar arrastaram-na e forçaram-na a entrar no tribunal do juiz K.K. Agha. ”
Quando a família da menina e a sua equipa jurídica tentaram entrar no tribunal, foram maltratadas pela polícia e pela família de Azhar, disse Shafique.
“Implorámos para que nos deixassem entrar, mas eles recusaram”, disse ela. “Eles nem mesmo permitiram que os pais de Arzoo entrassem no tribunal.”
Poucos minutos depois, a polícia trouxe o acusado para fora do tribunal e disse que o juiz ordenou que Arzoo fosse enviada para um abrigo governamental para mulheres.
“Mas era uma mentira, porque quando lemos a sentença, o texto afirmava que ‘Arzoo admitiu no tribunal que ela se converteu ao islão e se casou com Azhar de boa vontade’”, disse Shafique.
Em tais casos no Paquistão, meninas menores de idade sofrem intensa pressão, incluindo ameaças a elas e suas famílias, para prestar declarações falsas no tribunal.
“O juiz Agha deu este veredito porque não conseguiu ouvir o lado da família da história”, disse Shafique. "Se a polícia e os familiares do acusado tivessem deixado os pais de Arzoo entrarem no tribunal, eles poderiam ter informado o juiz que os documentos apresentados no tribunal, relativos à idade da sua filha eram falsos e a foto da menina colada nos papéis não era de Arzoo".
Azhar sequestrou Arzoo na localidade de Muhalla Railway Colony, em Karachi, no dia 13 de outubro (2020), de acordo com a família, que registou um caso de sequestro no mesmo dia. Em 15 de outubro, a polícia convocou-os à esquadra local e mostrou-lhes documentos, afirmando que Arzoo tinha 18 anos e se converteu voluntariamente ao islamismo após se casar com Azhar.
O advogado Tabbasum Yousaf do Supremo Tribunal de Sindh disse que o casamento de Arzoo, de menor de idade, foi uma violação da constituição e da lei, e que o juiz não considerou essas disposições legais.
“Se alguém é forçado a se casar, isso equivale a uma agressão sexual”, disse Yousaf ao Morning Star News.
- Gospel Prime
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