23-08-2020 - Tribunal condena pai a pagar por terapia para transformar filho de 8 anos em menina

Uma mãe que está a tentar fazer a transição de género deoseu filho de 8 anos para que o garoto se torne numa menina, conforme já noticiámos anteriormente, recebeu o poder de decisão sobre os cuidados de saúde e educação de seu filho, essencialmente revertendo uma decisão anterior que concedia ao pai direitos de coparentalidade. O pai, que sempre discordou do tratamento, também foi condenado a pagar pelas sessões de aconselhamento que irão guiar o garoto nessa transição.
No caso em andamento de James Younger, de 8 anos, a juíza de Dallas Mary Brown cancelou uma audiência que estava marcada para terça-feira e retirou do seu pai, Jeffrey Younger, o direito de ter qualquer decisão sobre os cuidados médicos, psicológicos e psiquiátricos de seu filho. Em vez disso, o juiz deu todo o poder de decisão à Dra. Anne Georgulas, que é pediatra e mãe não biológica de James e do seu irmão gémeo, Jude, conforme informou a LifeSite News.
Jeffrey sempre se opôs à decisão da sua ex-esposa sobre fazer a transição de género no seu filho, James. Porém agora, com a decisão mais recente da juíza, o pai não terá nem o direito de opinar sobre os conselheiros do seu filho.
Histórico
No meio de protestos em todo o país sobre o caso, em outubro passado, a disputa pela custódia do garoto havia resultado numa decisão na qual os pais receberam a tutela conjunta do pequeno James. Mas a decisão desta semana reverte a anterior e agora elimina os direitos do pai sobre a saúde do filho.
Na decisão de outubro, a juíza Kim Cooks, que posteriormente teve a sua decisão do caso revertida, também determinou que Anne Georgulas havia afirmado abertamente o pequeno James como mulher, levando-o a desfiles LGBT, comprando vestidos e perucas para ele usar e matriculando-o em uma escola como uma “garota transgénero”, chamada "Luna".
Brown (juíza atual) foi indicada para o caso em janeiro, depois que os advogados de Georgulas exigiram a remoção de Cooks do caso, por causa de uma postagem no Facebook que a juíza compartilhou na sua página pessoal. Na postagem, a juíza compartilhou um artigo do jornal ‘Dallas Morning News’ sobre sua decisão, na qual ela acrescentou uma declaração apontando que nem "[o] governador, nem qualquer legislatura tiveram qualquer influência na decisão do Tribunal".
Como está atualmente com a tutela do menino, Anne Georgulas agora terá permissão para matricular James na escola como "Luna" e buscar “tratamentos médicos experimentais de afirmação de transgénero”.
Jeffrey Younger está sob ordem judicial imposta pelo tribunal e não tem permissão para falar com os media. Os seus amigos e apoiantes, no entanto, organizaram uma página no Facebook chamada "Save James" (Salvem o James), juntamente com um site do tipo ‘vaquinha virtual’ para ajudar nas despesas do pai com o processo.
A página Save James (Salvem o James) explica que as sessões de aconselhamento a que Younger está a ser forçado a pagar custam US$ 5.000 por mês, além de uma retenção de US$ 10.000. Os documentos judiciais não dizem nada sobre o custo da terapia de trans-afirmação ou retenção, mas eles revelam o desejo de Younger de retirar os meninos da escola pública e educá-los em casa.
Anne Georgulas "forçou James a viver como 'Luna' numa escola cercada por professores e terapeutas que não reconhecem que ele disse várias vezes a várias pessoas (sem Jeff por perto) que ele quer ser um menino e odeia ser forçado a se comportar e ser tratado uma garota", explicou um post de terça-feira na página do Facebook do Save James (Salvem o James).
Contexto
Georgulas não é a mãe biológica do James, já que ele e o seu irmão gémeo foram concebidos através do uso de um óvulo de uma dadora e tecnologia reprodutiva de fertilização in vitro.
Com a notícia da última decisão nas redes sociais, as hashtags #savejames e #savejamesyounger que surgiram no segundo semestre do ano passado voltaram a ficar em alta nos EUA.
Uma "audiência especial de prova" para fins de revisão dos pedidos está supostamente marcada para o mês que vem, de acordo com a página "Save James" (Salvem o James) no Facebook.
Há muito tempo, Jeffrey Younger refere-se à medicalização do género, especificamente à administração de drogas para bloquear a puberdade e hormonas do sexo cruzado, como "castração química" e uma forma cruel de abuso sexual infantil.
De acordo com os termos da decisão judicial de outubro do ano passado, além de proibido de falar com os media, o site de Younger, Save James (Salvem o James), teve de ser encerrado. A página ‘Save James’ (Salvem o James) no Facebook tem como objetivo resgatar o pequeno James e milhares de outras crianças que enfrentam a transição médica de género em situações semelhantes, mas cujos casos não são amplamente conhecidos.
- in Guiame
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