02-08-2020 - Partido Comunista Chinês proíbe produção de filmes com conteúdo Cristão

A China emitiu novas diretrizes rígidas que proíbem programas de cinema e televisão com conteúdo cristão.
De acordo com a UCA News, a Administração Nacional de Rádio e Televisão, que controla o conteúdo de rádio, cinema e TV transmitido na China, aprovou recentemente novos regulamentos que proíbem 20 categorias de conteúdo, incluindo material Cristão.
Um cineasta que trabalha com a indústria de cinema e televisão da igreja disse que as novas diretrizes "quase totalmente banem" o conteúdo baseado na fé.
O cineasta, que se identificou como Joseph, disse à UCA News: "Se filmarmos a vida de Jesus, evitando o conteúdo proibido pelas diretrizes, apresentaremos Jesus apenas como uma pessoa comum, e isso é inaceitável para os Cristãos".
As diretrizes também exigem que os cineastas “não filmem o lado sombrio da sociedade, mas filmem a boa vida das pessoas normais” e estipulam que os dramas históricos devem basear-se na “história verdadeira” e não na fabricação.
O padre Yo, de Shandong, chamou as diretrizes de "estranhas". “Como as pessoas podem ter uma vida boa quando nem sequer têm o direito natural à liberdade de religião? Se nem sequer temos os direitos humanos mais básicos, como podemos ser bons? "
"O que é a verdadeira história? É aquela fabricada pelo Partido Comunista Chinês (PCC)? Não levaria à criação de mais dramas falsos na televisão, alinhados com o partido, para fazer uma lavagem cerebral ao público?", questiona.
Autoridade absoluta
Em 2018, o presidente chinês Xi Jinping colocou o escritório de propaganda do PCC encarregado de regular os filmes. Anteriormente, Xi anunciou que "todo o trabalho dos media do partido deve refletir a vontade do partido, salvaguardar a autoridade do partido e salvaguardar a unidade do partido".
Zhang Lifan, historiador, disse ao The New York Times que as tentativas de Xi de impor total controlo sobre os media são uma maneira de ele "anunciar a sua autoridade absoluta".
"Ele não se sente eficaz e confiante ao lidar com os problemas e não tem um senso de segurança", disse Zhang. "Ele teme que o PCC perca poder político, e também teme que os seus colegas o afastem da sua posição".
No ano passado, um ex-funcionário de uma das maiores empresas de tecnologia da China, que monitora os telefones celulares dos cidadãos, disse que bloqueava qualquer palavra considerada "sensível ao estado" - como "Deus Todo-Poderoso".
Bíblia proibida
Em 2018, a China proibiu comerciantes online de vender a Bíblia em esforços para controlar o crescente cenário religioso do país.
A China alega que permite a liberdade religiosa; no entanto, vem realizando uma ofensiva contra as igrejas clandestinas e ativistas Cristãos há anos.
Um relatório recente da International Christian Concern, órgão de vigilância da perseguição, documenta como o PCC atinge os Cristãos por meio de sua campanha de “sinicização”, que significa fazer crenças, incluindo o Cristianismo, alinhar-se com a interpretação do comunismo.
Especificamente, o relatório observa que a campanha “busca diminuir a eficácia da teologia Cristã” removendo símbolos cristãos nas igrejas e substituindo-os por símbolos do PCC, reescrevendo partes da Bíblia, observando os principais feriados Cristãos com um toque comunista e doutrinando clérigos e líderes sancionados com dogma do PCC.
"O Bureau de Assuntos Religiosos e o PCC têm um único objetivo: impedir que a influência religiosa ameace o seu controlo comunista", diz o relatório.
"A questão da liberdade religiosa internacional é uma questão que deve estar no centro dos interesses dos EUA", acrescenta. "Ambos os lados do debate político concordam que o flagrante desrespeito da China pela liberdade religiosa deve ser interrompido. É somente por meio da união que políticas eficazes serão aprovadas e os EUA enviarão uma mensagem clara à China de que a sua perseguição à religião é inaceitável.”
O ministério Portas Abertas nos EUA classifica a China em 23º lugar na sua lista de observação mundial dos 50 países onde é mais difícil ser Cristão.
"Uma política de 'sinicizar' a igreja está a tornar-se cada vez mais influente, porque o PCC depende fortemente da identidade cultural chinesa para permanecer no poder", explica o Portas Abertas. "As novas restrições à Internet, redes sociais e ONGs - e os novos regulamentos sobre religião - estão a limitar seriamente a liberdade".
- in Guiame
_________________________________________
NOTA de esclarecimento importante:
Esta secção de notícias é exatamente isso, e tão somente isso: notícias, visando informar o povo de Deus do que vai acontecendo no mundo. Não significa que subscrevamos princípios, práticas e costumes associados às mesmas. O resto do portal esclarece bem e com rigor o que realmente cremos à luz das Escrituras bem manejadas.




