19-06-2020 - Covid-19 alastra-se pela Coreia do Norte

No país que mais persegue Cristãos no mundo, a situação chega à calamidade, pois não há comida, instalações médicas e nem informação suficiente para a população enfrentar a doença.
Todos os cantos da Coreia do Norte foram afetados pela covid-19. Neste país frágil, já havia comida insuficiente, falta de instalações médicas e bloqueio de informações. Essas questões só pioraram quando as fronteiras e as rotas comerciais foram fechadas.
A Coreia do Norte fechou suas fronteiras no final de janeiro, na tentativa de impedir que o vírus chegasse. O país já estava isolado, mas neste momento até o comércio com a China, o principal fornecedor de Pyongyang, foi completamente interrompido. Além disso, a segurança nas fronteiras também foi reforçada, o que afetou o povo norte-coreano que tentava fugir para a China. Se alguém tentasse escapar durante esse período, poderia ser imediatamente morto a tiro.
As autoridades norte-coreanas ainda esperavam sediar eventos nacionais, incluindo desfiles militares. Mas entre fevereiro e março, a situação tornou-se crítica e eles tiveram que cancelar todos os eventos futuros. Simultaneamente, meios de comunicação social norte-coreanos admitiram que havia milhares de pessoas em quarentena e muitas estavam “sob observação médica”. Mas o país ainda afirma que houve zero infecções.
A verdade é que ainda não sabemos os números exatos de infecções e mortes. Pode ser centenas de milhares de crianças e adultos. O que sabemos é que até Kim Jong-un desapareceu da vista do público por algumas semanas – supostamente como parte de uma evacuação secreta, mas talvez porque ele estava se recuperando de uma cirurgia cardíaca.
A partir de meados de fevereiro, Pyongyang decidiu fechar todas as escolas e universidades e adotou regras de distanciamento social. Embora o regime afirme que foram ações preventivas, há indicações de que o vírus mortal começou a espalhar-se por todo o país.
Um relatório recente do Daily NK, um site de notícias dirigido por refugiados norte-coreanos, afirma que mais de 180 soldados morreram vítimas da Covid-19. Também foram relatadas as mortes de 11 prisioneiros no campo de concentração de Chongori, que apresentavam os sintomas do vírus, incluindo problemas respiratórios. Após a morte, outros detidos começaram a apresentar sintomas e febre alta.
O bloqueio diminuiu radicalmente as importações e a provisão de alimentos no país depende substancialmente da produção interna, que não dá conta de um país inteiro. A grande parte de alimentos essenciais ao norte-coreano (arroz, farinha, soja, açúcar, milho) já está quatro vezes mais caro.
Há escassez também de medicamentos. Doentes crónicos não são tratados e a produção interna de antibióticos e analgésicos tem uma qualidade péssima. Recebe tratamento quem tem dinheiro e pode pagar pela medicação.
Esse tipo de situação, com falta de alimentos e medicamentos, geralmente levaria ao caos. Mas milhões de soldados estão de prontidão para controlar o país – eles estão prontos para suprimir qualquer insurreição.
Enquanto isso, os jornais norte-coreanos enfatizam que as pessoas devem “apertar o cinto” e “confiar no partido” para passar por este momento difícil. O regime está preparado para culpar as sanções internacionais se muitos morrerem de fome. No entanto – não há sinal do regime norte-coreano assumir a sua responsabilidade de proteger os seus próprios cidadãos da fome e repressão, sem mencionar a perseguição religiosa.
- in Gospel Prime
P.S. - Oremos pelo povo da Coreia do Norte.
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