10-04-2020 - Coronavírus não é plano de Deus e sim resultado do pecado humano, diz Franklin Graham

A nova pandemia de coronavírus é o "resultado" do pecado que existe num "mundo decaído" que "virou as costas a Deus", disse o evangelista Franklin Graham.
Graham, presidente da organização humanitária cristã Samaritan's Purse (Bolsa do Samaritano), conversou com a jornalista Jeanine Pirro, da Fox News, no sábado, para uma entrevista que se concentrava principalmente no hospital de emergência da organização Cristã Bolsa do Samaritano, que é presidida por ele e está a operar no Central Park da cidade de Nova York.
Na megalópole americana existem mais de 150.000 casos confirmados do vírus, com mais de 6.000 mortes, de acordo com estatísticas compiladas pela universidade Johns Hopkins. O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 83 mil.
"Essa pandemia do coronavíris é o resultado de um mundo decaído, um mundo que virou as costas a Deus", disse Graham na entrevista. "Então eu encorajo as pessoas a orar e a pedir ajuda a Deus".
No final da entrevista, Pirro perguntou a Graham, filho do falecido evangelista Billy Graham, se ele recebe perguntas de muitas pessoas, do tipo: "Porque Deus permite que este tipo de coisas aconteçam?". Franklin confessou que sim e aproveitou a oportunidade para responder à pergunta em rede nacional.
"Eu não acho que Deus planeou que isto acontecesse", ele respondeu. "Isto é resultado do pecado que está no mundo. O homem virou as costas a Deus. Nós pecamos contra Ele. Precisamos de pedir perdão a Deus".
"É disso que se trata a Páscoa", continuou Graham. "[A Páscoa fala sobre] Deus amar tanto o mundo que Ele deu o Seu único filho, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
Ele garantiu que "Cristo veio para salvar pecadores" e "salvar o mundo".
"Se depositarmos a nossa fé e confiança n'Ele, Ele perdoará os nossos pecados e consertará os nossos corações, mudará o curso das nossas vidas", acrescentou Graham.
Há muito tempo que o evangelista vem avisando que o pecado está a ser glorificado na sociedade pós-moderna e que o julgamento de Deus pode cair sobre as pessoas por estas abraçarem valores distorcidos travestidos de “causas”, como o casamento gay ou o aborto.
Surpreendente
No início da entrevista com Pirro, Graham admitiu que ninguém alguma vez pensou que a Bolsa do Samaritano precisaria de instalar um hospital de campanha no coração da cidade de Nova York.
No passado, a Bolsa do Samaritano operava hospitais de campanha em países devastados pela guerra como o Iraque, bem como em áreas atingidas por desastres como as Bahamas após o furacão Dorian em 2019.
No dia 1 de abril, a Bolsa do Samaritano abriu uma unidade de assistência respiratória com 14 tendas e 68 camas, projetada para assistir pessoas que sofrem de COVID-19 na cidade de Nova York. A unidade possui mais de 70 médicos, enfermeiros e outras equipas médicas. Além disso, uma equipa está lá para ministrar espiritualmente aos doentes e às equipes médicas.
A unidade inclui 10 camas para unidades de terapia intensiva. Os pacientes estão a chegar ao hospital de campanha através do seu parceiro, o Sistema de Saúde Monte Sinai.
"Nunca pensámos que estaríamos em Nova York, com certeza", admitiu Graham. "Essas tendas são hospitais móveis da última geração."
Ações internacionais
A Bolsa do Samaritano também opera um hospital de emergência de 68 camas fora do Hospital Cremona, no norte da Itália, nos arredores de Milão.
Na Itália, até esta terça-feira, os números de casos de infecção registados eram de mais de 132.000 casos e mais de 16.000 mortes. Graham disse que o que está a acontecer nos EUA é "muito semelhante" ao que está a acontecer em Itália.
"Acredito que provavelmente estamos a cerca de duas semanas atrás da Itália", disse ele. “Esperamos ver esse tipo de acontecimentos que está a haver na Itália nos próximos dias também nos EUA. Pelo menos é isso que são as previsões”.
Urgência de orações
Graham pediu às pessoas de todo o mundo que orassem pela proteção de Deus e para que "a mão de Deus nos liberte desta pandemia".
"Esta é uma situação muito séria", disse ele. "Precisamos da ajuda de Deus. Obviamente, no Central Park, os nossos médicos e enfermeiros são homens e mulheres Cristãos. Oramos pelos nossos pacientes. Temos a equipa de ajuda espiritual a orar pelos nossos pacientes. Cuidamos de todo mundo que entra. E, é claro, queremos que as pessoas saibam que Deus as ama e que não Se esqueceu delas. Estamos lá para cuidar deles em nome de Jesus".
- in Guiame




