20-01-2020 - Cristãos são colocados em hospitais psiquiátricos na China: “Maníacos políticos”

O governo da China está a implementar mais um método de tortura e perseguição aos Cristãos no país, que é o internamento forçado em hospitais psiquiátricos. Segundo testemunhas que estiveram nesses locais, além do internamento, eles também são obrigados a tomar medicamentos controlados e a ficar em cárcere privado.
“Pessoas que nunca tiveram problemas mentais deixam hospitais severamente afetados. Alguns até desenvolvem psicoses graves devido aos medicamentos que foram forçados a tomar todos os dias”, disse um informante da organização Bitter Winter.
Um Cristão passou 248 dias internado na ala psiquiátrica simplesmente porque foi apanhado a evangelizar, uma prática vista por algumas autoridades locais como uma ameaça ao regime comunista da China.
“O hospital nem me examinou nem me diagnosticou. Eu fui meramente obrigado a tomar a medicação. Quando eu resistia, eles amarravam as minhas mãos e pés à cama”, disse a testemunha.
“Eu disse a essas pessoas que o que estavam a fazer era ilegal, mas elas ignoraram-me totalmente. Eles continuaram a forçar-me a tomar comprimidos. Foi uma experiência horrível”, completou.
“Maníacos políticos”
Outras testemunhas relataram que boa parte dos internamentos dos Cristãos em hospitais psiquiátricos na China é por causa da perseguição ideológica. Quem o governo achar que é uma ameaça ao Partido Comunista do país, por questões políticas, pode ser levado ao internamento compulsório.
Esses Cristãos são chamados de “maníacos políticos”. Uma mulher que também passou pela experiência traumática contou o que viu e ouviu nas instalações psiquiátricas.
“Disseram-me que alguns morriam no hospital psiquiátrico todos os anos como resultado de maus-tratos e drogas. Os cadáveres são enviados para crematórios e queimados imediatamente”, disse ela.
“Senti os efeitos do medicamento naquela mesma noite. Eu senti-me tonta e sem graça e não conseguia parar de tremer. O meu cérebro parecia estar fora de controlo; eu não sabia se era dia ou noite, mesmo quando abria os meus olhos. Foi uma agonia insuportável. Eu queria morrer”, contou.
Tais informações foram obtidas em sigilo com um funcionário do Departamento de Segurança Pública de Shandong, província do leste da China. Por razões de segurança o seu nome não foi revelado, segundo a Bitter Winter.
- in Bitter Winter




