18-01-2020 - China: Partido Comunista invade igrejas e declara que está proibida a leitura da Bíblia

Nos últimos meses, igrejas têm sido invadidas por agentes da autoridade comunistas, que comunicam que a leitura da Bíblia está proibida.
A repressão da China ao crescente movimento de igrejas que se reunem em casas particulares continuou neste segundo semestre de 2019, com agentes de autoridade do Partido Comunista Chinês a invadir culto, dizendo aos Cristãos que agora é proibido ler a Bíblia.
Por lei, as igrejas na China devem se registrar junto ao governo e unirem-se ao Movimento Patriótico das Três Autonomias (se elas forem protestantes) ou à Associação Católica Patriótica Chinesa. Mas como essas denominações enfrentam severas restrições do governo para serem legalizadas, milhões de Cristãos juntaram-se às igrejas em casas particulares “ilegais” e não registadas.
Em outubro deste de 2019, uma igreja numa destas casas em Jinan, província de Shandong, foi vigiada e atacada por um grupo de autoridades locais, de acordo com a agência ‘Bitter Winter’.
"De agora em diante, vocês não poderão mais encontrar-se aqui, nem ler a Bíblia", disse uma autoridade do governo local aos crentes. “De acordo com ordens do governo central, a Bíblia é proibida. Vocês foram designados como alvos da campanha para limpar crimes de gangues e eliminar o mal".
Estas igrejas "em toda a província de Shandong têm que ser fechadas", disseram as autoridades aos crentes.
"Que tipo de governo é esse?", Perguntou um Cristão idoso, durante depoimento à ‘Bitter Winter’. "Eles fecham os olhos aos malfeitores e criminosos, mas perseguem-nos a nós por sermos Cristãos".
Arquivo
Em agosto, agentes da polícia e funcionários do governo invadiram uma igreja destas na província de Yunnan e ordenaram que os crentes se unissem a uma congregação das Três Autonomias, que estava “a milhares de quilómetros de distância”, de acordo com a ‘Bitter Winter’.
"Não tendo outra escolha, os frequentadores da igreja assinaram um documento que os proíbe de realizar reuniões religiosas [independentes]", relatou Bitter Winter.
As autoridades governamentais pegaram nos objetos de valor da igreja e disseram aos crentes que seriam presos se continuassem a reunir-se ali. Além disso, eles invadiram as casas de pelo menos oito crentes, "confiscando livros religiosos", disse Bitter Winter.
Em setembro, autoridades governamentais invadiram outra reunião da igreja em Yunnan e confiscaram 100 livros religiosos publicados em outros países porque possuí-los "não estava de acordo com as leis Chinesas".
No dia seguinte, os crentes foram informados de estarem a pregar ilegalmente porque não tinham permissão para o fazer. Se eles se encontrassem com eles novamente, poderiam ser presos.
"O governo persegue-nos porque teme que os membros crescentes e o rápido desenvolvimento da igreja sejam desfavoráveis para eles", disse um crente de Yunnan. "Esses funcionários estão a agir como demónios."
A lei chinesa também proíbe a “proselitização” (evangelização) de menores de idade, por isso, crianças e adolescentes não podem frequentar as classes de escola bíblica dominical.
- in Guiame




