19-12-2019 - “Não se deve impor aos Cristãos que aceitem o que a Bíblia não aceita”, diz esposa do Vice-presidente dos EUA

Em entrevista a um jornal americano, Karen Pence, esposa do Vice-presidente dos estados Unidos, defende o direito de os Cristãos não concordarem com temas “impostos” por grupos ativistas.
Karen Pence fez uma analogia para defender a liberdade religiosa dos Cristãos que mostra o direito de cada um professar a fé que desejar.
Em entrevista ao USA Today, a segunda-dama americana foi questionada sobre sua decisão de retomar o ensino de arte na Escola Cristã Emmanuel, que não permite professores ou alunos gays.
O repórter sugeriu que "um gay pode dizer que a sua fé os está a atacar por eles serem quem são". A esposa de Mike Pence respondeu: "Eu não faço essa ligação. Este país foi fundado sob a liberdade religiosa. E acho que precisamos de ter cuidado ao infringir as crenças de outras pessoas. Eu acho que se se deparar com alguém com uma certa crença, isso não significa que esse alguém esteja necessariamente a julgá-lo a si."
Ela ilustrou o seu argumento de forma eficaz: “Por exemplo, existem pessoas que têm certas restrições alimentares por causa da sua fé. Eu não sinto que elas estejam a julgar-me se eu comer a comida que elas comem."
Ela acrescentou: "É lamentável que alguém se sinta julgado. Certamente nunca seria minha intenção que alguém se sentisse julgado por mim. Definitivamente não. Mas sou apenas uma pessoa que crê na Bíblia, por isso não deve ser certo alguém me atacar pelas minhas crenças."
“O site Dallas Kosher lista um grande número de restaurantes que servem comida kosher na nossa cidade. Se eu passar por um desses restaurantes enquanto como um hambúrguer com queijo (violando a interpretação ortodoxa judaica de Êxodo 23:19 e Deuteronómio 14:21), não consigo imaginar que me sentiria julgada por aqueles que estão lá dentro”, disse.
“Se eles são Judeus observadores, estão simplesmente a seguir os ensinamentos da sua religião. Como Cristã gentia, eu estou a seguir os ensinamentos Cristãos (cf. Atos 15: 19-20)”, declarou.
“Mas imagine que eu entre num desses restaurantes e exijo que eles cozinhem um cheeseburger para mim. Peço que violem as suas crenças religiosas por causa da minha preferência pessoal. Eu poderia pedir um cheeseburger no McDonald's, mas insisto que, como esse restaurante kosher serve ao público, ele deve fornecer o que o público deseja”, disse Karen.
“Se eles recusarem, eu proponho uma ação legal e os tribunais concordam comigo. Como resultado, um restaurante kosher tem que preparar comida não-kosher, violando as crenças e práticas religiosas de seu proprietário ou fechar as suas portas”, analisou.
“Esse cenário parece ridículo porque é. Não conheço simpatizantes nazis que tenham pedido com êxito aos tribunais para forçar os padeiros Judeus a produzir bolos com suásticas sobre eles. Ou não-muçulmanos a exigirem com sucesso aos padeiros muçulmanos que façam bolos difamando o Profeta Maomé”, diz Karen.
“Porém os Cristãos são regularmente solicitados a violar as suas crenças religiosas por aqueles que afirmam que os nossos direitos estão a violar os deles”, explicou.
- in Guiame




