29-05-2019 - Na Arábia Saudita, pessoas ainda são condenadas à morte por crucificação

A pena de morte com execuções em público é algo comum na Arábia Saudita. Dia 23 de abril foram mortas 37, anunciou o ministério do Interior Saudita. Uma delas foi crucificada.
Os réus eram acusados pelo governo de “adotar pensamento terrorista extremista” e de serem parte de “células terroristas”. Todos eram muçulmanos xiitas, grupo que se diferencia nas práticas do Wahabismo Sunita, grupo dominante na Arábia Saudita.
Além das cidades sagradas de Meca e Medina, os acusados foram executados na capital Riad, na região Sunita de Al Qasim e na Província Oriental, onde predominam os Xiitas.
Oficialmente, o reinado saudita executou mais de cem pessoas este ano. Via de regra, as mortes são por decapitação, mas a crucificação é usada para punir autores de crimes “mais graves”.
Organizações de defesa dos direitos humanos vêm denunciando o aumento das execuções públicas na Arábia Saudita desde que o príncipe Mohammed bin Salman assumiu o poder. Os números indicam que dobraram os mortos pelo Estado.
A Amnistia Internacional (AI) lembra que os Sauditas justificam a prática com sua interpretação literal da lei religiosa islâmica, a sharia.
A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, criticou as “espantosas” execuções em massa, salientando que pelo menos três dos 37 executados eram menores de idade.
Num comunicado, ela pediu que o governo saudita “revise imediatamente sua lei antiterrorista […] para proibir a pena capital para menores”.
NOTA:
Perante o quadro, apetece dizer:
“Ó insensatos … quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado?" (Galaras 3:1).
Em vez de crucificarem outros deveriam reconhecer o único que foi crucificado para dar perdão e vida a todos, pois, afinal, “TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).




