29-04-2019 - Universidades nos EUA criam cursos para atacar a Bíblia e promover a ideologia de género

O aparelhamento ideológico do ensino superior já não é mais novidade para ninguém. O que essa triste realidade revela, entretanto, vai muito além de questões meramente políticas. Ela atinge a espinha dorsal da sociedade moderna, que são os valores herdados da cultura judaico-cristã.
Com o objetivo de avaliar esta situação, a organização ‘Young America’s Foundation’ (YAF) fez um levantamento dos cursos oferecidos em 50 universidades dos Estados Unidos, publicando um relatório em seguida acerca do que encontrou.
Os dados revelaram um profundo esvaziamento de conteúdos importantes para a formação intelectual dos jovens, além de promover ataques contra os valores judaico-cristãos, especificamente a Bíblia, o pensamento conservador e a heterossexualidade.
“Muitos dos cursos e descrições listados no relatório deste ano podem parecer cómicos à primeira vista, mas a situação que continua a se desdobrar nos campis dos Estados Unidos dificilmente é motivo de riso”, declarou o porta-voz da YAF, Spencer Brown.
“Além dos tópicos vazios, obcecados por identidade e interseccionalidade, essas classes avançam com uma agenda política definida, demonizando conservadores e seus valores, e excluindo a diversidade ideológica”, estacou.
O documento cita vários exemplos, mas destaca alguns, como o curso “RELG 033 – Tornando a Bíblia Queer”1, da Universidade Swarthmore. Na descrição do curso está escrito seu objetivo:
“Este curso examina as leituras queer e trans 2 de textos bíblicos. Ele introduz os alunos à complexidade das construções de sexo, género e identidade em uma das obras literárias mais influentes produzidas nos tempos antigos. Ao ler a Bíblia com os métodos das abordagens teóricas queer e trans2, essa classe desestabiliza as suposições antigas sobre a Bíblia”.
Em outro curso, da Universidade Pomona College College, chamado “RLST 184 – Teoria Queer e a Bíblia”, a descrição explica que o objetivo é interpretar a Bíblia segundo a teoria Queer, para desconstruir narrativas “homofóbicas” do texto sagrado.
“Examinaremos passagens bíblicas que são centrais às proibições da homossexualidade e aos discursos mais amplos da heteronormatividade (construídos em torno do género, sexualidade, classe, identidade nacional, formações estatais, parentesco, filhos etc.) nos quais surgem leituras homofóbicas da Bíblia”, diz a descrição.
Brown enfatiza que o relatório mostra a tendência pelo esvaziamento da diversidade intelectual e verdadeiro pensamento crítico. Ao invés disso, há uma “doutrinação ideológica” em prol de ideologias políticas que, em suma, visam combater os valores tradicionais, segundo a CBN News.
- in CBN News
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1 Queer (em português, 'excêntrico", 'insólito') é um termo “guarda-chuva” proveniente do inglês usada para designar pessoas que não seguem o modelo de heterossexualidade ou do binarismo de género. O termo é usado para representar gays, lésbicas, bissexuais, pansexuais, polisexuais, assexuais e, frequentemente, também as pessoas não-binárias, transgéneras ou transexuais, de forma análoga à sigla LGBTQ+. Seu significado inicial pode ser compreendido através da história da criação do termo, inicialmente uma gíria inglesa, que literalmente significa "estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, extraordinário”. O termo foi introduzido na língua inglesa por volta de 1500, com o sentido de "estranho, peculiar, excêntrico," e possivelmente deriva do baixo alemão queer "oblíquo, fora do centro," relacionado com o alemão quer, "oblíquo, perverso, estranho," do velho alto alemão twerh "oblíquo." No sentido de "homossexual", como adjetivo, o primeiro registro é de 1922; o substantivo, com o mesmo sentido, data de 1935.
2 Trans significa transexual. Indivíduo que possui uma identidade de género oposta ao sexo designado no nascimento.




