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24-04-2019 - Igrejas liberais estão a morrer, mas as conservadoras crescem

 OPerigoDaTL

 

     Estudo mostra que crise teológica e moral resultou em encerramento de igrejas.

     As igrejas protestantes mais antigas estão em apuros. Um relatório de 2015, feito pelo Centro de Pesquisa Pew, mostra que essas congregações, que no passado eram a maioria no cenário Cristão, estão a diminuir rapidamente nos Estados Unidos. Perdendo quase um milhão de membros por ano.

     Com menos fiéis, diminuíram as entradas e com isso elas entraram em declínio. Dezenas de templos estão a ser encerrados anualmente.

      Um número reduzido de líderes denominacionais e pastores têm feito vários esforços para reverter essa tendência e voltar a atrair pessoas à igreja. Há quase 20 anos atrás o bispo anglicano John Shelby Spong publicou o livro “Por Que o Cristianismo Precisa Mudar ou Morrer.”

     Spong, um teólogo liberal, ensinava que só cresceriam as igrejas que abandonassem a interpretação literal da Bíblia e se adaptassem às transformações sociais. Isso incluiria, por exemplo, a aceitar o divórcio, o aborto e o casamento gay como “normais”. Ironicamente, o livro era apresentado como um “antídoto” para o declínio das grandes denominações evangélicas.

     Segundo o The Washigton Post, esse tipo de teologia defendido por Spong ainda é popular, em especial nas mais tradicionais, como a Igreja Metodista Unida, a Igreja Evangélica Luterana, a Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA) e a Igreja Episcopal.

     Após duas décadas, os números mostram que essa mentalidade liberal não apenas foi incapaz de resolver o problema de declínio na frequência, mas em alguns casos dividiu e enfraqueceu as denominações.

     Na Igreja Unida do Canadá, um levantamento recente mostra que 20% dos pastores afirmaram não crer no Deus descrito na Bíblia. Vinte e nove por cento acredita em Deus, mas não o vê como “sobrenatural”. Pouco mais de 2% disseram ver Deus como uma “força” e 15,6% percebem Deus como uma “metáfora”.

     Entre os presbiterianos, por exemplo, surgiu a Evangelical Covenant of Presbyterians, que reúne hoje cerca de 300 igrejas que se cansaram da agenda liberal da PCUSA.

     Por outro lado, continuam com tendência de crescimento as igrejas que não negam a Bíblia como Palavra de Deus.

 

A pesquisa

     O estudo conduzido pela Pew, chama-se “Teologia importa: Comparando os traços de crescimento e declínio em Igrejas Protestantes”.

     O diretor da pesquisa, David Haskell, observou que o estudo aponta como as igrejas que estão a crescer “mantêm-se firmes nas crenças tradicionais do Cristianismo e são mais envolvidas em práticas como oração e leitura da Bíblia”.

     Haskell observou ainda que a confiança sentida quando lhe é apresentado um conjunto de crenças coesas, acaba por ser atraente para nos ão crentes.

     O ensino de doutrinas centrais, consideradas verdades inalteráveis “faz com que os visitantes ganhem confiança. Essa confiança, aliada a uma mensagem edificante, reconfortante ou claramente positiva é uma combinação atraente”.

     O estudo também encontrou uma correlação entre o crescimento das igrejas e as práticas dos seus pastores. Aqueles que declaram ler a Bíblia diariamente e consideram o evangelismo “importante” conseguem manter um crescimento mais sólido.

     Por exemplo, 71% dos líderes das igrejas em crescimento liam a Bíblia diariamente, enquanto apenas 19% dos pastores das igrejas que perdem membros têm esse hábito.

     Além disso, 100% dos pastores responsáveis pelas igrejas em ascensão dizem ser “muito importante encorajar os não cristãos a se tornarem cristãos”, em comparação com os 50% do clero das igrejas com declínio no número de membros.

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